09/10 - 14:37, atualizada às 17:51 09/10 - Eduardo Bresciani e Lenir Camimura, Santafé Idéias
BRASÍLIA - A revista que trouxe as fotos nuas da jornalista Mônica Veloso, que tem uma filha com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), deve alcançar recorde de vendas em Brasília. Pelo menos é o que espera a banca de revistas do Congresso, que aumentou em 233% os pedidos da revista Playboy deste mês.
Na manhã desta terça-feira, o deputado Maurício Lessa (PR-AL), aliado de Renan, entrou na banca, mas não comprou. “Vou comprar, mas não aqui. Quero privacidade”, disse. Em menos de 7 horas, a banca do Congresso já vendeu 80 exemplares da revista. É uma média de uma revista vendida a cada cinco minutos. Por volta de 16h, só restavam 20 exemplares na banca
Já o senador Leomar Quintanilha (PMDB-TO) disse que não pretende comprar a revista. “Se me emprestarem, eu vejo”, brincou. As bancas do Setor Comercial Sul e da 203 Sul, em Brasília, também têm boas expectativas de venda. Nos dois pontos, a revista é vendida por encomenda.
Nesta segunda-feira à noite, Mônica Veloso lançou a revista no Hyatt Hotel em São Paulo. Um coquetel reuniu amigos, colegas de profissão e admiradores da jornalista.
"Se prejudicou por pouca coisa"
Os brasilienses, no entanto, acreditam que o presidente do Senado se prejudicou “por pouca coisa”. O contabilista Darcísio de Carvalho, 45 anos, disse que comprou a revista, mas não gostou do que viu. “O Renan poderia ter conseguido coisa melhor com o dinheiro que ele tem”.
Já o contador Elizomar Pereira, 47 anos, disse que viu as fotos pela internet. “Foi muito photoshop gasto à toa. Ela [Mônica Veloso] não é grande coisa”, afirmou.
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