08/10 - 12:03, atualizada às 15:57 08/10 - Eduardo Bresciani - Último Segundo/ Santafé Idéias
O líder do DEM no Senado, José Agripino, afirmou que o partido deseja ser cauteloso sobre a possibilidade de apresentar uma nova representação contra Renan Calheiros (PMDB-AL). Segundo Agripino, o partido irá aguardar a defesa do presidente do Senado antes de se decidir por apresentar uma nova denúncia de quebra de decoro parlamentar. "Precisamos que o fato seja explicado, todos têm o direito de defesa", afirmou.
O DEM irá aguardar até amanhã por uma resposta pública de Calheiros.
Caso isso não ocorra, o senador Demóstenes Torres (DEM-GO) fará um pronunciamento em plenário cobrando explicações. Somente com um novo silêncio do presidente do Senado ou uma defesa insuficiente o DEM reuniria sua Executiva para debater a possibilidade de uma representação.
A nova denúncia tem como origem uma matéria publicada pelo blog do Noblat que acusa Calheiros de ter espionado Demóstenes e Marconi Perillo (PSDB-GO). De acordo com a denúncia, o ex-senador Francisco Escórcio, funcionário do gabinete do presidente do Senado, estaria montando um esquema para grampear telefones e monitorar os passos de senadores. Demóstenes foi informado da tentativa pelo ex-deputado Pedro Abrão, que teria se negado a participar do esquema.
Para o líder do DEM, a denúncia, se confirmada, é uma das mais graves contra o presidente do Senado. "Seria um estado policialesco, onde a Presidência do Senado estaria criando um instrumento de achaque para constranger senadores". Agripino acredita que a instituição chegou ao "limite do insuportável".
Calheiros foi absolvido da primeira denúncia, a de que teria contas pessoais pagas por um lobista. Ele responde ainda a três processos no Conselho de Ética. O presidente do Senado é acusado de ter feito lobby para a cervejaria Schincariol, de ter utilizado "laranjas" para a compra de veículos de comunicação em Alagoas e de ter participado de um esquema de desvio de recursos em ministérios comandados pelo PMDB.
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