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Temos orgulho de ter indenizado 32 famílias, afirma presidente da Gol

29/09 - 16:48 - Sarah Barros, Último Segundo/Santafé Idéias

O presidente da Gol, Constantino de Oliveira Júnior, afirmou neste sábado que tem orgulho de já ter indenizado 32 famílias de vítimas do acidente ocorrido há um ano. “Apesar de dizerem que são poucas, temos orgulho de ter indenizado cerca de 80 pessoas”. Constantino afirma também que se dependesse de sua vontade já teria indenizado 100% das famílias. “Porém, boa parte não quer conversar porque entendem que poderão conseguir algo melhor abrindo ações contra outros envolvidos”, ressaltou. Entre eles estariam os pilotos do Legacy, que se chocou contra o Boeing da Gol, e a empresa fabricante do Transponder – aparelho que acusa quando uma aeronave está em rota de colisão com outra.

 

Entre os obstáculos encontrados para fechar acordos de indenização, Constantino lembra também a dificuldade de se estipular o valor a ser pago. “É difícil estipular quanto vale uma vida e a expectativa do familiar não é a mesma em relação à da empresa”.

Segundo o presidente, os cálculos das indenizações feitos até agora foram feitos com base na perspectiva de vida da vítima e o quanto ela poderia gerar caso ainda fosse viva. “Esse valor diz respeito ao salário que ela recebia e a profissão que exercia, por isso é difícil dizer qual seria o valor médio”, explicou.

A presidente da Associação dos Familiares e Amigos das Vítimas do Vôo 1907, Angelita de Marchi, afirmou que as famílias têm aberto ações em outros países porque acreditam que os responsáveis são os pilotos do Legacy, a empresa ExcelAir - proprietária do jato - e a empresa fabricante do Transponder.

“Quando o acordo é feito com a Gol, ela pede que se assine um termo de quitação, o que impede conseguir indenização com essas empresas”, afirmou. De acordo com Angelita, a estratégia permitirá a Gol ser ressarcida com os verdadeiros culpados posteriormente. Ela também criticou a postura do governo em relação aos familiares das vitimas do acidente. “Temos um sentimento de indenização porque depois de um ano houve pouca movimentação do governo para amenizar essa dor”, completou.

Culto ecumênico

O primeiro ano do acidente que causou a morte das 154 pessoas que estavam a bordo do vôo 1907 da Gol, completado neste sábado, será lembrado em todo o País por meio das mais diversas celebrações religiosas, incluindo um culto ecumênico no Jardim Botânico de Brasília.

Por meio de sua assessoria de imprensa, a Gol informou que ofereceu passagens e hospedagem aos familiares das vítimas que moram em outras cidades para que eles possam participar da celebração na capital federal. O convite foi feito por meio de carta assinada pelo presidente da empresa.  

Leia mais sobre: acidente da Gol - crise aérea

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