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Um ano após acidente da Gol, Cenipa descarta falhas em equipamentos

28/09 - 23:01, atualizada às 00:36 29/09 - Redação

SÃO PAULO – Nesta sexta-feira, dia 28, o Centro de Investigação e Prevenção de Acidente Aeronáutico (Cenipa) divulgou um balanço das investigações sobre o acidente que vitimou 154 pessoas do vôo 1907 da Gol, no dia 29 de setembro de 2006, ao norte do Mato Grosso.

Segundo o Cenipa, “os equipamentos de comunicação, transponder e TCAS da aeronave N600XL (o jato Legacy que se chocou com o avião da Gol) estavam em condições de funcionar até o acidente. Algumas normas e procedimentos não foram corretamente executados na ocorrência, o que levou a Comissão a analisar os motivos pelos quais isto ocorreu, com o objetivo de elaborar as recomendações de segurança de vôo. Não se encontrou no acidente indicação de influência de cobertura de radar, por ineficiência ou deficiência de equipamentos de Comunicação e Vigilância do controle de tráfego aéreo”.

O balanço informa que estas ainda não são as conclusões finais. De acordo com o documento, a investigação encontra-se na fase 4, de Conclusões Finais, em transição para a fase 5, Confecção do Relatório Final, que é o último estágio de trabalho da Comissão de Investigação de Acidente Aeronáutico.

O rascunho do relatório final será traduzido e enviado para os representantes acreditados do exterior, como por exemplo, o National Transportation Safety Board - NTSB. Recebido o documento, esses integrantes têm prazo de 60 dias para o encaminhamento de propostas.

Em um acidente aeronáutico, segundo procedimentos internacionais, há duas investigações distintas e independentes: uma técnica e voltada à prevenção, realizada pela Comissão, com o objetivo de identificar os fatores contribuintes e de elaborar recomendações de segurança; e outra judicial, que envolve polícia, Ministério Público e Justiça. 

Veja relatório completo no site da FAB.

 

Leia mais sobre: acidente da Gol - crise aérea





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