26/09 - 14:59, atualizada às 15:51 26/09 - Redação
O representante da comissão dos familiares das vítimas do acidente com o Airbus da TAM Dario Scott participou, nesta quarta-feira, de um chat no iG Papo com os internautas do Último Segundo. Scott perdeu sua filha, Thais Volpi Scott, de 14 anos, no acidente do dia 17 de julho, em Congonhas, zona sul de São Paulo.
Durante o bate-papo, ele disse que ficou surpreso com o relatório final da CPI do Apagão Aéreo da Câmara, divulgado ontem em Brasília. “Estivemos em Brasília e eu saí com a impressão de que pelo menos a Denise (Abreu) fosse indiciada e mais uma vez acabou em pizza. Mas não podemos desanimar, temos que continuar lutando para que os responsáveis paguem pela negligência com que cuidaram do setor aéreo”, declarou. O relatório do deputado Marco Maia (PT-RS) não pediu o indiciamento dos diretores da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) por suposta responsabilidade na crise aérea que atinge o País.
Ainda segundo o professor, “depois de ver o que ocorreu com o relatório final da CPI acordei às duas da manhã e não consegui dormir mais. É terrível”.
Para Scott, várias falhas podem ter provocado a tragédia. “Eu acho que são muitos os responsáveis. A TAM por operar com uma aeronave que não estava 100% com a capacidade máxima em um aeroporto que era do conhecimento de todos que tinha problemas com chuva. Da ANAC por não fiscalizar as companhias. Da Infraero por permitir que a pista de Congonhas fosse liberada ser que fosse concluída a obra. E assim por diante”, afirmou. Dario Scott acredita que um acidente dessas proporções tem mais de um responsável e cada um com um grau de participação.
Thais Volpi Scott era a única filha do casal Dario e Ana Silva. A adolescente embarcou no Airbus A320 da TAM, em Porto Alegre, para passar as férias na casa de seus avós, em São Paulo, com a amiga da escola Rebeca Haddad. Ambas morreram na tragédia.
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