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Bicicleta vence carros, moto e transportes públicos em Desafio Intermodal

21/09 - 07:17 - Juliana Simon, do Último Segundo

SÃO PAULO - No segundo ano do Desafio Intermodal, que marca o início do Dia Mundial Sem Carro, no sábado, os participantes sobre duas rodas levaram vantagem mais uma vez e fizeram em menos tempo o trajeto entre a Praça General Gentil Falcão, na zona sul de São Paulo, até a sede da Prefeitura, no centro. A comparação entre bicicleta, moto, carro, trem, metrô, ônibus e táxi, combinados entre si e utilizando diferentes caminhos, mostrou que o automóvel não é a única possibilidade para enfrentar o trânsito da cidade.

 

Com 24 minutos, a bicicleta guiada pelo jornalista Felipe Meireles foi a primeira a chegar à sede da Prefeitura. Depois dele, mais duas bicicletas concluíram o percurso. No ano passado, o mesmo trajeto foi feito em 48 minutos.

A moto pilotada por Soninha Francini chegou à sede com 44 minutos. A vereadora e apresentadora de TV declarou que a falta de corredores específicos para o transporte na Avenida Nove de Julho foi o maior impedimento de seu trajeto. “Tenho certeza que se tivesse feito o caminho de carro estaria muito mais irritada, mas de moto também não é fácil”, declarou. 

O carro, principal meio do paulistano, chegou às 19h24, 48 minutos depois do início do desafio e se misturou à lentidão que, às 19h, era de 135 km em toda a cidade, segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET). Paulo Seixas, que fez o trajeto de carro, afirmou que faria o contraponto "para provar que o carro não traz qualquer vantagem aos paulistanos, seja por conforto ou por tempo".

A atividade mostrou que o transporte público ainda precisa de melhorias e não é a melhor alternativa para os mais apressados. O pedestre que foi de trem até a Cidade Universitária, utilizando a Ponte Orca para fazer a integração com o Metrô para chegar ao ponto final, levou uma hora e 49 minutos para realizar o trajeto e foi o último a chegar. As combinações entre ônibus, metrô e trem fizeram a média de 78 minutos.

Hoje, já são 5 milhões os veículos que circulam pela cidade e calcula-se que os paulistanos perdem cerca de 316 milhões de horas por ano no trânsito. Segundo André Pascoalini, um dos organizadores do evento e um dos ciclistas do desafio, a intenção é mostrar à população de São Paulo que existem meios menos poluidores e mais rápidos que o carro. Além disso, existe a vantagem do preço. Enquanto pedestres e ciclistas gastaram fôlego, a participante Sueli Rumi gastou mais de R$ 40 em um táxi.

Leia mais sobre: Desafio Intermodal - Dia Mundial sem Carro





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