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Comissão do Senado aprova voto aberto por unanimidade

19/09 - 14:41, atualizada às 15:07 19/09 - Eduardo Bresciani, do Último Segundo/Santafé Idéia

BRASÍLIA - A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou por unanimidade a instituição do voto aberto para todas as sessões do Legislativo. O senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) mudou seu voto e acatou integralmente a Proposta de Emenda Constitucional de Paulo Paim (PT-RS) que abre o voto em todas as oportunidades. Pelo acordo, a proposta será incluída como o primeiro item da pauta logo após a votação das cinco MPs que trancam a pauta da Casa.

 

O PMDB não participou do acordo e pode causar problemas, uma vez que a sigla é contra a abertura do voto em processos de cassação.

O parecer inicial de Tasso resguardava o voto secreto para vetos presidenciais e indicações de ministros de tribunais superiores. Para acelerar a votação em plenário, o tucano cedeu aos apelos do PT para aprovar integralmente a proposta de Paim. "Entre ficarmos na divisão e aceitar a proposta, entendo que há pressão legítima da opinião pública pelo voto aberto", justificou o tucano ao aceitar mudar seu voto.

O senador Aloizio Mercadante (PT-SP) elogiou o acordo e espera que a votação seja realizada ainda hoje em plenário. "É um dos passos mais importantes da transparência na democracia. O eleitor que escolhe o seu candidato tem o direito de saber como ele vota". Mercadante acredita que esse é um ponto positivo que a crise envolvendo o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) pode deixar.

"Colocamos o voto aberto em votação em 2003 e perdemos porque a oposição votou contra. Acho que a crise ajuda no amadurecimento das instituições".

Leia mais também: Voto secreto





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