17/09 - 12:00, atualizada às 15:51 17/09 - Renata Castro, do Último Segundo
RIO DE JANEIRO – A Polícia Civil do Paraná ouvirá nesta segunda-feira novas testemunhas sobre o acidente que matou duas crianças em um brinquedo inflável, durante uma festa de funcionários da Siemens, em Curitiba, na tarde do último domingo. Segundo o delegado Castanheira, responsável pelo caso, a polícia investiga as condições de manutenção e a segurança nas instalações dos brinquedos.
Neste domingo, foi realizada a perícia no local do acidente e cinco testemunhas prestaram depoimento ao 3º Distrito Policial. Além de duas pessoas que estavam na comemoração, foram ouvidos o representante comercial da Siemens e os dois sócios da Casquinha Eventos, que alugou os brinquedos para a festa.Em depoimento à policia, o dono da empresa, Glécio Villar, disse que o caso foi uma fatalidade e garantiu que segue os padrões e normas de segurança.
O acidente ocorreu no às 14h45 da tarde de ontem, durante uma festa de confraternização dos funcionários de uma fábrica da Siemens, no bairro Cidade Industrial.
De acordo com o tenente Daniel Lorenzetto do Corpo de Bombeiros, uma forte ventania teria carregado o brinquedo, um castelo inflável do tipo “pula-pula”, arremessando as crianças a uma altura de dez metros. Amanda Oliveira Vieira, de oito anos, e Luis Eduardo Weber da Silva, de cinco, morreram. Uma das crianças teria morrido na hora, com o impacto da queda.
O vendaval também arrastou outros brinquedos infláveis e um touro mecânico, ferindo cinco crianças e quatro adultos.
Cinco vítimas foram levadas para o Hospital do Trabalhador, em Curitiba. Aline Pires dos Santos, de nove anos, Luis Guilherme Buchner, de três, Alira Rodrigues de Oliveira, de 67, Maria Macolin, de 83, e Maristela Boreli, de 36 anos, sofreram apenas ferimentos leves.
O delegado Castanheira informou que as investigações devem ser concluídas no final da semana, quando será concluído o laudo do Instituto de Criminalística de Curitiba.
“Estamos aguardando a liberação do laudo para poder avaliar quais as verdadeiras causas do acidente. Quero investigar quais eram as condições de manutenção dos brinquedos e se a instalação deles foi feita de maneira segura para os convidados da festa”, declarou o delegado.
Castanheira afirmou também que, se for comprovada qualquer tipo de negligência ou imperícia da Casquinha Eventos, os sócios da empresa serão indiciados por homicídio culposo (sem intenção de matar).
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