13/09 - 10:56, atualizada às 13:11 13/09 - Rodrigo Ledo – Último Segundo/Santafé Idéias
BRASÍLIA - O primeiro-vice-presidente do Senado, senador Tião Viana (PT-AC), declarou nesta quinta-feira que o clima ainda está quente na Casa e que já começaram as retaliações dos oposicionistas em função da absolvição do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), nesta quarta-feira. Embora a continuidade de Renan no cargo esteja azedando o clima na Casa, e por isso haja especulações de que ele vá se licenciar por 120 dias para dar lugar ao primeiro-vice-presidente, Tião Viana negou a existência de qualquer acordo nesse sentido.
Segundo o senador petista, que conduziu os procedimentos no caso Renan porque o presidente era parte interessada no processo, sua preocupação é retomar o diálogo entre as lideranças partidárias para não haver a paralisia da Casa, que tem matérias importantes para apreciar como a prorrogação da CPMF, de extremo interesse do governo.
“O ambiente está muito tenso. O senador Jefferson Péres (PDT-AM) acabou de me dizer que não irá aprovar a CPMF por causa do resultado de ontem (absolvição de Renan Calheiros), e ele era um voto claramente favorável à matéria”, comentou Tião Viana. Outros exemplos do tensionamento são as disposições do DEM e do PSDB em obstruir votações para forçar Renan Calheiros a deixar o cargo.
Apesar dos rumores, o primeiro-vice-presidente disse ter sido surpreendido com as notícias da imprensa sobre um suposto acordo entre o governo, o PT e o PMDB para Renan se afastar por 120 dias e, com isso, amenizar o clima no Senado para permitir votações de interesse do governo. Nesse caso, o próprio Tião Viana seria o responsável por presidir a Casa. “Ele (Renan) não tratou disso. Eu não acredito nessa hipótese”, disse o petista.
Os partidos DEM e PSDB farão uma reunião na tarde desta quinta-feira para definir a reação da oposição. “Vou sugerir ao meu líder e ao presidente do partido que as oposições têm de fazer uma operação-padrão no Senado. Significa não fazer nenhum tipo de acordo e votar só aquilo que é do interesse da população”, observou Marisa Serrano, acrescentando que as oposições deveriam barrar qualquer votação de interesse somente do governo, como a prorrogação da CPMF. “CMPF não vota. Tem que tirar o gasto de dinheiro com publicidade, diminuir o custeio”, exemplificou a tucana.
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