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"Senado se afunda", diz Gabeira; personalidades comentam absolvição de Renan

12/09 - 18:14, atualizada às 22:16 12/09 - Redação com Santafé Idéias

A absolvição do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), na tarde desta quarta-feira, repercute entre representantes de partidos da oposição, do governo e personalidades do cenário político brasileiro.

Fernando Gabeira (PV-RJ), deputado federal:                                
"O Senado se afunda".

Heloísa Helena (Psol-AL), ex-senadora:
"Renan é um grande mau caráter. É um ladrão dos cofres públicos".

Paulo Skaf, presidente da Fiesp:                                                  
“Diante do resultado, nada a comentar”.

Demóstenes Torres (DEM-GO), senador:                                   
"As próximas decisões vão depender da pressão sobre os senadores. Se o povo começar a bater em senador na rua eu quero ver se eles não mudam".

Paulo Bernardo, ministro do Planejamento:

"Eu acho que esse processo, reconhecidamente, foi muito desgastante para o Senado.Acho que desgastou o senador Renan Calheiros, mas com certeza foi muito ruim para a imagem do congresso. Hoje, na Câmara, tinha parlamentares brigando de soco. Isso não é bom".

Arthur Virgilio (PSDB-AM), senador:                                          
"Os responsáveis pelas abstenções votaram estupidamente".

Gilberto Kassab (DEM-SP), Prefeito de São Paulo:
"Lamento que o Senado Nacional esteja tao distante do sentimento da opinião pública brasileira".

Ivan Valente (Psol-SP), deputado federal:                                   
"O resultado reflete a realidade do Senado: conservador insensível à realidade brasileira e representando o Congresso com um poder desgastado. Acho que o PSol sai vitorioso porque é um partido pequeno que teve coragem e ousadia de representar três vezes contra o presidente do Senado".

Álvaro Dias (PSDB-PR), senador:                                            
“Não há como gerar falsa expectativa à população de que eles (os processos) podem ser diferentes. A decisão do Senado sinaliza o futuro”

Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE), senador:                             
"Renan não tem condições de presidir a Casa, que está dividida".

Tasso Jereissati (PSDB-CE), senador:                                         
"A crise vai continuar. A credibilidade do Senado está quase no fundo do poço".

Tião Viana (PT-AC), vice-presidente do Senado:                       
"Cabe a humildade de respeitar a decisão da maioria. Passaremos por constrangimentos perante a sociedade. Ficaremos em xeque diante da sociedade".

Roberto Romano, cientista político e professor da Unicamp:
“Foi algo previsível. Conhecendo o Congresso Nacional, as diversas pressões e o procedimento sem qualquer respeito às normas só poderia gerar esse resultado. Me surpreendeu positivamente que 35 parlamentares tenham votado pela cassação. Agora o que teremos é um ‘pato manco’ no Senado, que não serve nem para o governo. A melhor saída para o País, para o governo e para o Congresso é que Renan saia, Tião Viana assuma e sejam convocadas novas eleições no Senado”.

Renato Casagrande (PSB-ES), senador e um dos relatores do processo contra o Renan:                                                         
"Se ele não se licenciou enquanto estava mais fraco, não vai ser agora, em que está fortalecido, que o fará. Política é assim: alguns se fortalecem, outros se enfraquecem. O Senado é uma referência negativa para a opinião pública, e lida de forma fria e calculista com a opinião pública".

Marisa Serrano (PSDB-MS), senadora e uma das relatoras do processo que pedia a cassação de Renan Calheiros:                                    
"A Casa tem uma percepção diferenciada do que 35 senadores pensam que seja ética e decoro. A Casa está rachada. Ele tem condições legais porque tem mandato, mas não tem condições políticas e isso vai depender de todas as lideranças partidárias".

Ideli Salvatti, líder do PT no Senado:                                          
"A decisão é soberana. O parlamento optou por decidir pela absolvição e isso tem que ser respeitado. Nosso trabalho é fazer com que o Senado volte a funcionar". 

Arthur Virgílio, líder do PSDB no Senado:                                     
"O clima é o pior possível. Venceu a crise. Vamos tomar uma atitude depois deste nocaute. Vamos pensar. No discurso ele foi claro de que não sai".

Romero Jucá, líder do PMDB no Senado:                                    
"Ele continua na presidência, tem mandato para isso. Precisamos agora retomar o clima de trabalho e assentar a poeira. Todos os lados terão de ter maturidade para construir um novo momento. O Senado tem de estar acima de questões partidárias".

Vanderlei Macris, vice-líder do PSDB na Câmara dos Deputados de São Paulo:                                                                              
"A absolvição de Renan Calheiros é o estado de arte da impunidade no Brasil. Esse resultado desmoraliza o poder legislativo e desrespeita a inteligência do povo brasileiro. É impressionante como o partido  que está no poder federal e seus aliados conseguem cooptar consciências, acima da dignidade das instituições e da credibilidade que devem ter os  poderes constituídos”.

Almeida Lima (PMDB-SE), aliado de Renan:                                 
"O voto secreto beneficiou e se seguiu a prova dos altos".

Valter Pereira (PMDB-MS), senador:                                       
"Renan vai ter de conversar muito para cicatrizar as feridas. Ele precisará ter muita habilidade".

Wellington Salgado (PMDB-MG), senador:                                 
"Fortalecido é a única coisa que ele (Renan) não sai. Foi desqualificado politicamente e sua família, mas agora ele irá usar toda a sua capacidade de articulação e vai superar os problemas. Não tem como apurar, mas é claro que numa votação aberta não se vota só com a sua consciência, mas também com a pressão da mídia e da sociedade. Vamos ver como vai ser o day after, ele vai decidir se vai se sentir à vontade para continuar na presidência. Vamos ver se ele vai conseguir aglutinar os líderes e a oposição".

Lúcia Stumpf, presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE):                                                                                               
“Para nós na UNE, o mais importante é que as investigações continuem, que a Polícia Federal continue seus trabalhos porque a sociedade brasileira merece saber se as denúncias são verdadeiras ou não. Caso se chegue a conclusão de que ele é culpado, que o caso volte então a ser discutido e que com essas determinações se faça cumprir o que é legal. A Une esta atenta.”

Sérgio Cabral Filho (PMDB), governador do Rio:
"É um problema do Senado".

Cesar Maia (DEM), prefeito do Rio
"Absolvição é espantosa".

Anthony Garotinho, presidente do PMDB fluminense e ex-governador do Rio de Janeiro:                                                                       
"A surpreendente absolvição de Renan Calheiros pode ser debitada às ações subterrâneas do PT, a instituição partidária que outrora se apresentava à sociedade brasileira como paradigma da moralidade. Curioso é o fato de que nem mesmo o PMDB, partido de Renan, tivera papel tão ativo na costura desse funesto conluio do mal”

José Agripino Maia, líder do DEM no Senado:                                 
"A primeira providência será exigir imediatamente do presidente do Conselho de Ética, Leomar Quintanilha (PMDB-TO), a indicação do relator para o novo processo disciplinar, aberto pelo DEM com o PSDB".

Cláudio Abramo, da ONG Transparência Brasil:                                
“É mais um passo na desmoralização do Senado como instituição. A decisão, tomada às escondidas, sacramenta a desmoralização de um Senado que permitiu que seu presidente permanecesse dando as cartas mesmo quando acusado de irregularidades gravíssimas”.

Cezar Britto, presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB):                                                                                      
“O resultado da votação da sociedade que o provê e a que deveria representar. Não apenas o resultado em si da votação, mas o ambiente que a cercou e seu absurdo teor secreto agridem a ética, o bom senso e o mais elementar espírito democrático. Que o corporativismo senatorial não insista em manter na presidência de uma das mais elevadas instituições republicanas alguém que se incompatibilizou com o cargo. Seria errar duas vezes. O País não merece isso”.

Amaury Jr, apresentador de TV".                                                 
"Era o que se esperava".





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