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Sérgio Cabral reafirma que pode ser candidato à prefeitura do Rio

12/09 - 16:12 - Redação

RIO DE JANEIRO – O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB-RJ), reafirmou que pode abandonar o cargo para ser candidato a prefeito da cidade em 2008. A renúncia seria uma resposta à aliança entre o prefeito Cesar Maia (DEM) e o grupo político de Anthony Garotinho, presidente do PMDB fluminense, anunciada na última terça. Durante a entrega de casas populares em São Gonçalo, Cabral falou que deixaria o governo para assegurar boas relações com o PT, mas afirmou que “antecipação do jogo eleitoral” apenas prejudica a população.

“As pessoas ficam sempre assim achando que é natural o prefeito abandonar a prefeitura para concorrer a governador. Recentemente, o prefeito de São Paulo, José Serra, deixou a prefeitura para ser candidato a governador. Por que não o contrário? Por que esta visão de que sempre tem que ir para mais alto?”, questionou o governador.

Sérgio Cabral disse ainda que o Rio vive um momento de boas relações com o governo federal e, por isso, cogitaria renunciar para evitar uma aliança política contra o presidente Lula.

“Temos hoje um momento tão especial com o presidente Lula. Há investimentos importantes no Rio. A cidade do Rio precisa ter também uma relação fraternal, positiva, com o governo federal. Quem sente é a população. Cada vez que as autoridades públicas se entendem, quem ganha é a população”, afirmou.

O prefeito do Rio, Cesar Maia (DEM), afirmou, em entrevista à rádio “CBN”, a aliança foi costurada pelo governador Sérgio Cabral. Segundo o prefeito, uma das reuniões teria sido realizada na casa do próprio governador, com a presença do deputado federal Rodrigo Maia, presidente do DEM fluminense, e do deputado estadual Jorge Piciani (PMDB), presidente da Assembléia Legislativa do Rio.

Cabral negou que tenha articulado qualquer aproximação entre o DEM e PMDB, principalmente, pois o governo do Estado mantém boas relações com o governo federal.

“Quem morre de véspera é peru. As eleições são só no ano que vem. Eu não gosto de polêmica, principalmente polêmica que não leva à nada. Isso só pode ser falta do que fazer. População não quer politicagem não. População quer governo”, disse.

Aliança contra o PT

Na última segunda-feira, os partidos PMDB, DEM e PP formalizaram uma aliança para as eleições municipais do Rio de Janeiro, em 2008 e 2010. A união foi aprovada pelo diretório estadual do PMDB, com 63 votos a favor e oito contra.

Segundo o ex-governador Anthony Garotinho, o PT é o principal inimigo da articulação: “Convivi com Brizola e aprendi que na política temos que identificar quem é o nosso adversário. No momento, nosso adversário no estado é o PT”, declarou.

Garotinho também afirmou terem sido superadas as divergências com Cesar Maia, de quem era inimigo político.

“A fase das divergências com o prefeito Cesar Maia está superada. Essa aliança não significa que vamos renunciar as nossas posições. Sempre defendi candidatura própria para o PMDB, mas houve necessidade de se fazer essa composição, aprovada pelo diretório de forma democrática. Não estamos tratando de ideologias ou de política econômica. Estamos falando de eleições municipais”, justificou.

Leia mais sobre: DEM - PMDB - Sérgio Cabral

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