03/09 - 16:39 - Redação
RIO DE JANEIRO – O Ministério Público Estadual da Bahia (MPE-BA) pode pedir a demissão do promotor Marcos Antonio da Silva Gonzaga, acusado de estuprar uma adolescente de 16 anos, em 2002. Segundo a assessoria do MPE-BA, o procurador-geral de Justiça do Estado, Lidivaldo Britto, irá decidir o caso na próxima reunião do Órgão Especial do Colégio de Procuradores de Justiça do Estado. Gonzaga está foragido e continua recebendo salário.
Gonzaga foi condenado a nove anos e meio de prisão, em maio de 2006, por estupro e ameaça de morte contra uma menina no município de Itaberaba, na Bahia.
A adolescente, que trabalhava como babá para o promotor, sofreu abusos sexuais durante sete meses e engravidou, mas sofreu um aborto.
De acordo com o MPE-BA, o Órgão decidirá até o final de setembro sobre a situação do promotor, que continua recebendo salário superior a R$4 mil, mesmo afastado de suas funções. O afastamento do cargo é garantido ao Órgão pelo artigo 21 da lei orgânica do MP da Bahia.
O promotor está foragido desde o anúncio da pena e tenta anulação do processo. Ele também está sendo processado por “agredir a honra” de uma magistrada de Itaberaba.
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