03/09 - 11:13, atualizada às 11:50 03/09 - Redação com Agência Estado
RIO DE JANEIRO – O Disuque-Denúncia vai dar recompensa de R$2 mil por informações que ajudem a esclarecer o atentado contra o delegado-adjunto da Divisão Anti-Seqüestro (DAS), Alexandre Neto. O policial foi atingido por cinco tiros, na tarde deste domingo, na porta do prédio onde mora, em Copacabana, na zona sul do Rio. Ele continua internado no Hospital Quinta D’Or, em São Cristóvão, e seu estado de saúde é estável.
Alexandre Neto foi submetido a uma cirurgia na mão e no braço no hospital e não corre risco de vida.
Segundo a secretaria estadual de Segurança Pública, a polícia está trabalhando nas investigações para encontrar os autores do ataque contra o delegado.
Em nota oficial divulgada nesta segunda-feira, o chefe de Polícia Civil, Gilberto Ribeiro, informou que o inquérito Policial que apura o crime contra o delegado será centralizado em seu gabinete e redistribuído para a Delegacia de Homicídios (DH) para prosseguir as investigações.
De acordo com Ribeiro, a 12ª Delegacia de Polícia (Copacabana) e a 13ª DP (Ipanema), continuarão apoiando a Delegacia de Homicídios nessas investigações.
O atentado
Alexandre Neto foi atingido por cinco tiros, na tarde deste domingo, ao sair de seu edifício na Rua Constante Ramos, em Copacabana, na zona sul do Rio.
No momento do ataque, Neto estava no carro descaracterizado da Polícia Civil, segundo informações de policiais militares. O veículo estava estacionado em frente ao edifício onde ele mora. O delegado pegava objetos no carro, quando um outro carro parou à sua frente, fechando a passagem, e o motorista disparou contra o pára-brisa.
O policial foi socorrido por um amigo, militar da reserva da Aeronáutica, e levado para o Hospital Quinta D’Or, onde foi submetido a uma cirurgia.
Neto é o policial que teve o assassinato sugerido numa ligação telefônica interceptada em outubro do ano passado pela Polícia Federal, na Operação Gladiador.
Na conversa, um inspetor investigado se queixava de um dossiê atribuído a Neto sobre o envolvimento do ex-chefe de Polícia Civil e deputado estadual Álvaro Lins e de um grupo de policiais com a máfia dos caça-níqueis. O delegado afirma que há ligações entre o deputado e um grupo dos “inhos”, formado por contraventores e policiais.
Lins negou qualquer envolvimento com o caso e defendeu uma investigação rigorosa do atentado.
A investigadora Marina Maggessi chegou a sugerir, na ocasião, que o assunto fosse resolvido com "um monte de tiros nos cornos dele". Mas a hoje deputada Marina reiterou que usou apenas de uma força de expressão.
"Ele tem um monte de inimigos. Qualquer um pode ter feito isso, aproveitando-se da minha celeuma pública com ele para botar na minha conta. O melhor é que ele não morreu e poderá ajudar nas investigações. Além disso, ele está lotado na delegacia que tem a melhor equipe do Rio. Eles vão conseguir esclarecer esse atentado", afirmou a deputada.
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