03/09 - 11:59, atualizada às 22:18 03/09 - Agência Estado

Uma decisão tomada hoje pelo Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) afastou o promotor de Justiça substituto Thales Ferri Schoedl do exercício de suas funções e suspendeu, por liminar, a eficácia de vitaliciamento - a efetivação no cargo.
Segundo o conselheiro Nicolau Dino, um dos autores da proposta a concessão de vitaliciedade está vinculada à verificação da conduta pessoal e funcional do membro do MP. Com a medida, Thales não poderá voltar ao trabalho, mas continuará ganhando o salário de R$10.500. Somente se a decisão for confirmada, Thales perderá, além do trabalho e do salário, o direito à fórum privilegiado.
Rodrigo Pinho, procurador-geral da Justiça do Estado de São Paulo, declarou apoio à decisão do CNMP: "Quando os mecanismos formais falham, a solução é o controle externo. O corporativismo não pode prevalecer sobre o interesse público".
A medida derruba uma determinação dada na quarta-feira pelo Órgão Especial do Colégio de Procuradores do Ministério Público de São Paulo, que devolveu o cargo ao promotor, por 16 votos a 15.
Schoedl confessou ter matado a tiros o estudante Diego Mendes Modanez, de 20 anos, e feriu o estudante Felipe Siqueira Cunha de Souza, que na época tinha 20 anos, em Bertioga, no litoral paulista.
O crime aconteceu na saída de uma festa. O promotor disparou 12 tiros em Modanez e Souza. Em depoimento, disse que voltava para casa com a namorada Mariana Uzores Batoleti, então com 19 anos, quando um grupo de mais de dez rapazes passou a mexer com a moça. Schoedl afirmou que agiu em legítima defesa.
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