29/08 - 11:27 - Redação
SÃO PAULO - O empresário Oscar Maroni, dono da Boate Bahamas, em São Paulo, resolveu pedir asilo em pelo menos oito países. Preso há quinze dias, Maroni é acusado de formação de quadrilha e exploração da prostituição.
Segundo o advogado de Maroni, Daniel Majzoub, os pedidos já foram feitos à Noruega, Panamá, Suécia, Alemanha, Canadá, Uruguai, Holanda e Estados Unidos. "Já fizemos um contato preliminar com esses países e demos início junto a ONU, por considerarmos Maroni um preso político", disse Majzoub.
De acordo com Majzoub, Maroni não apresenta risco nenhum à sociedade e nunca esteve foragido. "Não somos donos da verdade, apenas queremos uma oportunidade para que ele seja ouvido. Se isso não acontecer, o nosso plano B é o asilo", contou o advogado.
Mas a real intenção de Maroni, segundo o advogado, é poder continuar no País, se candidatar à prefeitura de São Paulo e enfrentar o atual prefeito Gilberto Kassab (DEM-SP) em um debate.
Na última terça-feira, o TJ (Tribunal de Justiça) de São Paulo autorizou a prefeitura a interditar o hotel do empresário, que fica ao lado do Aeroporto de Congonhas. Esta é a segunda vez que o hotel, que ainda não foi inaugurado, é fechado. Segundo o tribunal, o prédio do empresário ultrapassa o limite de 254,66 metros de construção e oferece riscos à segurança dos vôos.
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