26/08 - 23:11 - Agência Estado

Aguardando o processo de extradição para os Estados Unidos no presídio de segurança máxima de Campo Grande (MS), o megatraficante colombiano Juan Carlos Ramírez Abadía negou ter pago propina a policiais civis de São Paulo. “Que eu saiba, eu não entreguei nada a ninguém”, disse Abadía, em entrevista exibida na noite de hoje pelo "Fantástico".
Os advogados de defesa Sérgio Alambert e Gustavo Battaglin acompanharam a entrevista no presídio.
Apesar de negar o pagamento de propina, a Polícia Federal flagrou conversas telefônicas de dois homens do bando discutindo sobre o acerto com policiais civis de São Paulo. A Corregedoria da Polícia Civil e o Ministério Público Estadual investigam a participação de policiais civis de São Paulo para achacar o megatraficante. Eles teriam arrecadado US$ 800 mil, um carro e uma moto para soltar os homens de Abadía, detidos no Departamento Estadual de Investigações sobre Narcóticos (Denarc).
Jurado de morte e temendo represálias aos seus cinco filhos e família, o megatraficante declarou que se considera “uma batata quente” para os brasileiros, e que o melhor seria ser extraditado para os Estados Unidos. “A minha prisão não acaba com os negócios (tráfico) jamais.” Abadía é acusado de chefiar o Cartel do Norte do Vale, na Colômbia, o maior fornecedor de cocaína e heroína para os Estados Unidos. O megatraficante é acusado de enviar mil toneladas de cocaína para o país de 1990 a 2004.
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