21/08 - 16:15, atualizada às 16:21 21/08 - Lenir Camimura - Último Segundo/Santafé Idéias
O julgamento do recurso especial de um agrônomo brasileiro e um professor canadense, do Rio de Janeiro, que pediam o reconhecimento de sua união estável, no STJ, foi suspenso. Depois do voto do relator, ministro Antônio de Pádua Ribeiro, que foi favorável ao recurso, o ministro Fernando Gonçalves pediu vistas do processo, interrompendo, assim, o julgamento.
De acordo com o STJ, o voto do relator, no entanto, não reconhece a união estável entre o casal, mas afasta o “impedimento jurídico para o que o pedido seja analisado em primeira instância”, isto é, o processo pode voltar a ser analisado pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ). Tanto a sentença quanto o acórdão do TJRJ, concedidos anteriormente, rejeitaram o pedido do casal com o argumento de que ele não poderia ser atendido por não existir lei que trate do assunto.
A sentença considerou que a palavra casal tem sua utilização restrita e reservada a um arranjo que vincula, de alguma forma, homem e mulher. Citando a Bíblia, que, segundo o juiz, condena de forma veemente o homossexualismo, o Código Civil e a Constituição Federal, o magistrado julgou extinto o processo por falta de possibilidade jurídica do pedido.
Além do ministro Fernando Gonçalves, faltam votar o ministro Aldir Passarinho Junior e o ministro Massami Uyeda.
Leia mais sobre: união estável para homossexuais
Leia também:
Publicidade
STJ julga reconhecimento de união estável entre homossexuais
Homossexual é morto pouco após vencer concurso Miss Gay de Arapiraca