20/08 - 10:24 - Eduardo Bresciani, do Último Segundo/Santafé Idéia
O ministro da Justiça, Tarso Genro, afirmou nesta segunda-feira que a denúncia de que a Polícia Federal teria feito escutas telefônicas clandestinas no Supremo Tribunal Federal (STF) não passa de deturpações. "A Polícia Federal faz grampos a pedido do Ministério Público e com autorização do juiz, o resto ela não faz", garante o ministro.
Ele detalhou que foi investigada a primeira denúncia sobre grampos, ainda no ano passado, e que ficou provado que tudo não passou de um falso alerta feito por um servidor exonerado do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) após uma investigação da PF. O funcionário já está respondendo um processo judicial sobre a falsa denúncia. Nesse fim de semana, a revista Veja trouxe uma nova denúncias sobre grampos, mas em entrevista a CBN o ministro Marco Aurélio Mello já negou a veracidade das informações.
O ministro falou também sobre um projeto que pune com demissão policiais federais e civis que vazarem informações sobre as investigações. Essa proposta faz parte do Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci), que será lançado hoje.
Tarso tomou café da manhã com jornalistas para falar sobre o Programa. Ele afirmou que irá se encontrar na quarta-feira com o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB-RJ), para discutir qual o efetivo da Força Nacional de Segurança ficará em definitivo no Estado. Segundo o Tarso, devem ficar entre 700 e 1400 agentes para dar suporte às principais ações policiais no estado.
O ministro afirmou que a Força é a base do programa, que vai investir R$ 6,7 bilhões em quatro anos. Outro destaque do Pronasci é a criação do piso nacional para os policiais, que será de R$ 1.400,00. O piso será alcançado por meio de uma bolsa para os profissionais que participarem de cursos de capacitação. O objetivo principal, segundo Tarso, é acabar com o "bico" dos policiais fora do horário de trabalho.
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