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MP adia julgamento de promotor acusado de matar um jovem no litoral de SP

15/08 - 10:04, atualizada às 15:33 15/08 - Redação com Agência Estado

SÃO PAULO – Procuradores do Órgão Especial do Ministério Público de São Paulo adiaram para o próximo dia 29 o julgamento do promotor Thales Ferri Schoedl. Eles queriam decidir nesta quarta-feira se Schoedl permanecerá no cargo, mas a secretaria do Órgão Especial não entregou os documentos necessários para a realização do julgamento. Em dezembro de 2004, ele matou um jovem e feriu outro, ao sair de uma festa, em Bertioga, no litoral do Estado. Em março, o Conselho Superior do MP-SP decidiu manter o promotor no cargo, com direito a foro especial.

Se Schoedl permanecer no cargo, terá direito a foro privilegiado e não irá a júri popular em Bertioga. O promotor também continuaria a receber o salário de R$10.800, que ganha mesmo sem exercer as funções, desde que foi suspenso em dezembro de 2004.

Em março deste ano, o Conselho Superior do Ministério Público decidiu manter o promotor Thales Ferri Schoedl no cargo. Apesar de a votação favorecer a exoneração do promotor, 5 a 4, o número de votos não atingiu o mínimo necessário, que era de seis votos entre os nove conselheiros que se manifestaram.

Schoedl já havia sido expulso do Ministério Público em outras duas votações que foram anuladas. De acordo com o site Consultor Jurídico, Schoedl ainda reclama na Justiça o pagamento de R$ 284.352 de salários atrasados, referentes ao tempo em que ficou sem receber, do fim de 2004 até 2006.

O crime

Às 4 horas do dia 30 de dezembro de 2004, Schoedl matou a tiros o jogador de basquete Diego Mendes Modanez, ao sair de um luau na Riviera de São Lourenço, em Bertioga, no litoral paulista. Os tiros do promotor também atingiram Felipe Siqueira Cunha de Souza, que sobreviveu.

O promotor afirmou que Diego, Felipe e outros rapazes tinham mexido com sua namorada, Mariana Ozores Bartoletti. Depois, ele teria advertido o grupo. Sentindo-se acuado, sacou a arma, uma pistola Taurus calibre 380 que levava sob a camiseta, e disparou. Seus advogados alegam que Schoedl agiu em legítima defesa.

O procurador-geral de Justiça, Rodrigo Cézar Rebello Pinho, denunciou o promotor por homicídio qualificado por motivo fútil.

A acusação foi desclassificada para homicídio simples pelo Tribunal de Justiça de São Paulo. Quando cometeu os crimes, o promotor estava em estágio probatório, ou seja, não era vitalício no cargo.

Promotor Condenado

No dia 3 de janeiro de 2006, o Ministério Público de São Paulo determinou a exoneração do promotor Igor Ferreira da Silva, condenado a 16 anos de prisão pelo assassinato da mulher, Patrícia Aggio Longo, em julho de 1998.

Patrícia estava grávida de sete meses e foi assassinada com dois tiros na cabeça partidos de uma pistola calibre 380, em Atibaia. A defesa do promotor alegava que ele era inocente e a mulher teria sido morta durante um assalto.

Ele foi condenado a 16 anos e quatro meses de reclusão pelo Órgão Especial do Tribunal de Justiça de São Paulo. Foi a primeira vez na história que um promotor foi julgado por homicídio perante o TJ paulista.

Igor Ferreira da Silva teve os salários e todos os benefícios cortados pela Justiça após sua condenação e está foragido desde o dia do anúncio da sentença, em 2001.

O ex-promotor foi incluído na lista dos brasileiros procurados pela Interpol, por ser considerado um fugitivo da Justiça.

Leia mais sobre: julgamento - promotor - Bertioga - Ministério Público





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