15/08 - 13:22, atualizada às 14:25 15/08 - Redação
RIO DE JANEIRO – O jornalista e escritor Joel Silveira morreu, na manhã desta quarta-feira, em sua casa, no bairro de Copacabana, no Rio. De acordo com sua filha, Elizabeth Silveira, ele tinha 88 anos e faleceu dormindo, às 8h.
O jornalista sofria de câncer de próstata, mas nunca quis fazer tratamento.
Segundo Elizabeth, ele pedia para não ser levado para o hospital e queria ficar em casa.
“Ele sofria há anos, mas aconteceu como ele mesmo queria. Preferia ficar em casa, lendo e ouvindo sua música, Bethoven. Ele foi em paz, como realmente merecia”, declarou Elizabeth.
A família informou que não haverá velório. Atendendo a um pedido do jornalista, seu corpo será cremado após uma cerimônia de homenagens, nesta quinta-feira, a partir de 14h, no crematório da Santa Casa de Misericórdia do Rio.
Joel Silveira nasceu em 1918, na cidade de Lagarto, em Sergipe. Em 1937, veio para o Rio de Janeiro, onde conviveu com artistas e intelectuais como Manuel Bandeira, Carlos Drummond de Andrade, Paulo Mendes Campos e Rubem Braga.
Durante seus 60 anos de carreira, Joel escreveu para diversas publicações, como “O Cruzeiro”, “Última Hora”, “O Estado de S. Paulo”, “Diário de Notícias” e “Correio da Manhã” e “Manchete”.
Sua primeira reportagem de destaque saiu em 1943, na revista carioca “Diretrizes” de Samuel Wainer. Trabalhou também com Assis Chateaubriand nos “Diários Associados”, em que atuou como correspondente na Itália durante a Segunda Guerra.
O jornalista tem vários livros publicados, entre eles “Viagem com o presidente eleito”, “A camisa do senador”, “A milésima segunda noite da Avenida Paulista”, “A feijoada que derrubou o governo” e “O diário do último dinossauro”. Seu último trabalho foi o livro “O Inverno da Guerra”, de 2005. Joel Silveira também colecionava prêmios como Líbero Badaró, Esso, Jabuti, Golfinho de Ouro.
Em 1998, recebeu o Machado de Assis, o mais importante prêmio da Academia Brasileira de Letras, pelo conjunto de sua obra.
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