04/08 - 23:30, atualizada às 02:56 05/08 - Redação
SÃO PAULO – A popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva não foi afetada por dez meses da crise aérea e pelo acidente da TAM, segundo pesquisa realizada pelo Datafolha, divulgada pelo jornal Folha de S.Paulo neste domingo. Realizada duas semanas após o acidente em Congonhas, o maior da aviação brasileira, a pesquisa mostra que 48% dos brasileiros consideram o governo de Lula ótimo ou bom. O mesmo percentual registrado em março e praticamente igual ao que do início de outubro de 2006 (49%), menos de um mês após o acidente da Gol, que matou 154 pessoas e que evidenciou o caos no sistema aéreo brasileiro.
Desde março, a taxa de ruim/péssimo do governo oscilou de 14% para 15%. Em outubro chegou a 17%. Segundo a pesquisa, uma das explicações para a manutenção da popularidade do presidente no período é o fato de que a grande maioria dos brasileiros é pobre (59,5% têm renda familiar mensal de só até três salários mínimos por mês, ou R$ 1.050) e a constatação de que apenas uma minoria viaja de avião (8%). Além disso, a situação econômica do país permanece boa, com previsão de crescimento de 4,5% em 2007.
Por outro lado, entre os 8% que costumam andar de avião, o percentual dos que consideram o presidente ótimo ou bom é de 29%, ou seja, 19 pontos inferior à media nacional. Os que definem o governo como ruim ou péssimo chegam a 30%, o dobro da média nacional (15%).
Entre os mais ricos (renda mensal acima de R$ 3.500), segmento no qual 39% costumam viajar de avião, a avaliação do presidente Lula despencou sete pontos entre março e agora. Entre os que ganham até R$ 1.750, ela oscilou positivamente dois pontos.
Sob o critério de escolaridade, a pesquisa mostra que o índice de ruim/ péssimo atribuído ao presidente Lula subiu cinco pontos entre os que têm nível superior e oscilou negativamente dois pontos entre os que têm apenas o fundamental. Entre os que têm nível superior, a variação mais expressiva foi registrada no percentual dos que acham o governo regular, que caiu de 42% para 34%. Já o índice de ruim e péssimo subiu de 24% para 29%.
A nota média (de 0 a 10) atribuída ao presidente pelos entrevistados ficou em 6,7 (idêntica à de março), ela cai para 5,4 entre os que costumam andar de avião. O Datafolha ouviu 2.095 pessoas em 211 municípios em todas as regiões do País.
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