31/07 - 20:25 - Murilo Murça, do Último Segundo/Santa Fé Ídéias
BRASÍLIA - O presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Cezar Britto, elogiou hoje a decisão inédita do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) de abrir processos disciplinares e administrativos contra um ministro, três desembargadores e um juiz envolvidos na Operação Furacão e afastá-los dos cargos. Com a decisão, segundo Britto, o CNJ pode passar a reunir processos que foram iniciados por outros tribunais onde o corporativismo pode provocar atraso ou parcialidade nos julgamentos.
“Trata-se de importante afirmação da função do controle externo do Judiciário. Se o processo estiver moroso ou houver qualquer motivação que justifique a sua apreciação pelo CNJ ele poderá, a partir da decisão de hoje, avocar para si o julgamento” – disse Britto, que considerou a decisão importantíssima por permitir a consolidação do controle externo do Judiciário, uma reivindicação antiga da OAB.
O presidente nacional da OAB condenou, porém, a Lei Orgânica da Magistratura que só prevê a aposentadoria do juiz condenado, o que seria “uma premiação aos magistrados que se envolvam em casos de corrupção, o que é incompatível com a moral pública”. Britto defendeu que haja uma legislação não apenas afaste os faltosos, mas que lhe penalize o bolso; “Somente assim o magistrado estará sendo punido plenamente pelos crimes cometidos na esfera do Judiciário”.
(com informações da OAB)
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