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Falha do piloto foi causa inicial do acidente, diz revista

28/07 - 10:29, atualizada às 17:31 28/07 - Redação

SÃO PAULO – A investigação completa do pior acidente a história da aviação brasileira – a colisão do Airbus A320 com o prédio da TAM Express, ocorrido no último dia 17 nas proximidades do Aeroporto de Congonhas – deverá durar mais dez meses. Informações que teriam sido obtidas por meio da análise das caixas-pretas daquela aeronave, porém, apontariam que um erro humano, cometido pelo piloto, foi a causa inicial do acidente. As informações são da revista “Veja”. Os dados oficiais das caixas-pretas ainda são mantidos em sigilo pela Aeronáutica. 

 

De acordo com a publicação, os investigadores já sabem que um erro cometido pelo comandante do Airbus da TAM impediu o avião de desacelerar o suficiente ao pousar. Mas o comprimento da pista, curta demais, e a falta de uma área de escape teriam sido decisivos para que o acidente produzisse tantas mortes.

Segundo a revista, as informações obtidas pela Aeronáutica mostrariam que uma das duas alavancas que regulam o funcionamento das turbinas, chamadas de manetes, estava fora de posição quando o avião tocou a pista principal do Aeroporto de Congonhas. O erro teria feito com que as turbinas do Airbus funcionassem em sentidos opostos: enquanto a esquerda ajudava o avião a frear, como era desejado, a direita o fazia acelerar. Com isso, o avião, que pousou a cerca de 240 km/h, não conseguiu parar.

Ainda segundo a reportagem de "Veja", o acidente poderia ter tido conseqüências menores se a pista principal de Congonhas fosse mais longa. Entre outros motivos que teriam levado ao acidente do Airbus da TAM, aponta a publicação,  há relação indireta com o fato de a aeronave estar voando naquele dia com o reverso direito travado (o reverso de um avião é um mecanismo que ajuda a desacelerar a aeronave). Como o sistema de frenagem é composto de um conjunto de recursos, um aparelho pode voar sem problemas com um dos reversos desativados ou até com dois. Só que, quando isso acontece, o piloto, ao pousar, tem de operar os manetes de forma diferente da rotineira -- e isso pode ter confundido o comandante do vôo.

As investigações a que a revista teria conseguido acesso ainda apontariam que, apesar da chuva, não houve aquaplanagem na pista nem falha no sistema de freios dos pneus. Segundo a publicação, quem pilotava o avião no momento do acidente era o comandante Kleyber Lima, e não o co-piloto Henrique Stephanini Di Sacco, como suspeitava a Aeronáutica.

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