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Jobim admite Exército no combate à criminalidade urbana

26/07 - 15:57 - Murilo Murça - Último Segundo/Santafé Idéias

O novo ministro da Defesa, Nelson Jobim, admitiu hoje a utilização das Forças Armadas no combate à violência urbana, ressalvando no entanto, que o assunto é uma decisão de governo que deve ser compartilhada com o ministro da Justiça, Tarso Genro, além de condicionada à reestruturação da formação dos militares, de modo a que tenham contingentes preparados para ação no meio urbano.

“O soldado de infantaria têm do outro lado o inimigo e o policial militar tem o cidadão delinqüente”, disse Jobim para quem o objetivo do primeiro é destruir e o do segundo impor a lei, o que resulta que o soldado não tem formação atualmente para enfrentamento do crime.

Jobim lembrou que até 1930 os “presidentes” das províncias ou estados tinham seus “braços armados”, exércitos próprios formados por suas forças de segurança, que foram transformadas por Getúlio Vargas em forças auxiliares do Exército.

Após a Revolução de 64 e a adoção da Política de Segurança Nacional, essa vinculação se estreitou quando o Exército, além de nomear os comandantes das polícias militares, também passou a cuidar da formação dessas forças, quando as policias militares deveram ser preparadas para cuidar da segurança pública e não para a guerra, acentuando, assim, seu papel na repressão, que vê no delinqüente um inimigo e não um cidadão.





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