24/07 - 06:44, atualizada às 09:58 24/07 - Redação com agências
SÃO PAULO - Alguns dos corpos das vítimas do acidente com o Airbus da TAM ficaram reduzidos a cinzas e não serão identificados nem por meio do exame de DNA, afirmou o diretor técnico do IML Central de São Paulo, Carlos Alberto Coelho, ao jornal "Folha de S. Paulo". Ainda não há um levantamento do número de vítimas nessa situação. A esperança dos legistas é que, no caso de corpos carbonizados, as chamas tenham poupado ao menos alguma parte dos ossos e que dela possa ser extraído material genético para análise. O Último Segundo procurou a Secretaria de Segurança Pública, que não confirmou a informação. Segundo a Secretaria, até o momento não é possível dizer que não há condição de identificação. A princípio, todos podem ser identificados.
Até o momento, o IML já identificou 66 corpos de vítimas do acidente com Airbus da TAM na última terça-feira. Em entrevista ao jornal “Folha de S. Paulo”, Carlos Alberto Coelho contou que a uma determinada temperatura, até esse recurso de identificação (exame de DNA) pode se tornar ineficiente. "Sabemos que, com o corpo exposto a temperatura de 800, 1.000º C, a qualidade da estrutura do DNA não é adequada, ela fica bastante danificada. Depende de cada caso encontrar ou não uma região que, presumidamente, tenha boa qualidade”.
Na segunda-feira, o instituto já havia começado o trabalho de análise do material genético coletado. “Nós não vamos esperar esgotar os métodos tradicionais. Já colhemos amostras de material dos corpos das vítimas e de familiares para agilizar os trabalhos”, afirmou o assessor de imprensa do IML, Julio Jorge.
A perita-chefe do laboratório de DNA do Instituto de Criminalística, Norma Bonaccorso, contou que não há prazo para a conclusão do trabalho. "O processo de DNA, da coleta ao resultado, pode demorar até 10 dias", afirmou.
As amostras do material das vítimas passarão por um software antes de ser comparado em laboratório com o sangue fornecido por parentes. O preparo da extração do material biológico pode levar até dois dias e a armazenagem completa dos dados, até uma semana.
Norma lembra, porém, que outros métodos de reconhecimento ainda não foram esgotados. Um chip de celular, grampos de cirurgias cardíacas e um anel de casamento. Objetos minúsculos como esses são decisivos para os legistas.
Os médicos legistas trabalham incessantemente, revezando-se em turnos, e a unidade do IML de São Paulo está completamente voltada para o acidente. “Eu não acho que (o trabalho de identificação) está demorando, acho que vai em ritmo normal. O IML está trabalhando com técnica e metodologia.”, afirmou Jorge.
Vítimas identificadas pelo IML
Passageiros do vôo JJ 3054
Tripulantes do vôo
Funcionários da TAM
Estavam no local do acidente
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