23/07 - 13:26, atualizada às 14:17 23/07 - Laryssa Borges - Último Segundo/ Santafé Idéias
Brasília – O governo federal reconheceu nesta segunda-feira que os passageiros terão de enfrentar transtornos e passagens aéreas mais caras por conta das restrições impostas pelo Conselho de Aviação Civil (Conac) ao Aeroporto de Congonhas.
O diagnóstico foi feito em reunião entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e os ministros da Coordenação Política. Com a redução do número de pousos e decolagens, os passageiros terão de ser remanejados para outros aeroportos, e as companhias, com menos vôos operando, deverão repassar seus prejuízos aos clientes.
Segundo relato de interlocutores do Palácio do Planalto, os ministros entendem que a situação atual de Congonhas tem em si um "erro estratégico" construído ao longo dos últimos anos. "Não foi apenas deste governo, mas também dos anteriores, das companhias aéreas, das autoridades de aviação civil e dos usuários, que preferem pousar e Congonhas e pagar mais barato", comenta um assessor. "Embora tenha havido vários alertas, nunca houve uma campanha para o fechamento ou a transformação de Congonhas", avalia.
Durante a reunião de Coordenação, o presidente afirmou, de acordo com interlocutores, que "entre segurança, comodidade e tarifas baixas, optou-se por segurança". "Pode haver mais transtornos e tarifas maiores, algo que as pessoas precisam compreender", avaliam os ministros mais próximos do presidente.
Na última sexta-feira, o Conac decidiu que, em um prazo de 60 dias, Congonhas terá de acabar completamente com conexões e escalas, operando apenas com vôos diretos. Entre as medidas anunciadas na última semana, está ainda a construção de um plano permanente de contingência para aeronaves e tripulação de empresas aéreas a ser formulado pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).
Leia mais sobre: crise aérea - Congonhas
Leia também:
Publicidade
Sinopse da Imprensa: empresas driblam restrições em Congonhas