21/07 - 18:35 - Redação
O corpo do senador Antônio Carlos Magalhães (DEM-BA) foi sepultado às 17h35 deste sábado, no Cemitério do Campo Santo, em Salvador, na Bahia. ACM, como era conhecido, foi homenageado por uma multidão. Ele morreu na sexta-feira de falência múltipla dos orgãos, decorrente da insuficiência cardíaca.
Familiares, amigos e líderes políticos de todo o Brasil foram à cerimônia. Entre eles estavam o vice-presidente da República José Alencar (PRB), o governador da Bahia, Jaques Wagner (PT), o prefeito de Salvador João Henrique Carneiro (PMDB) e o presidente do PSDB, senador Tasso Jereissati.
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| ACM Neto chora a morte do avô |
O velório de ACM no Palácio da Aclamação começou às 22h40 da sexta-feira, durou aproximadamente 14 horas, e mobilizou mais de 15 mil pessoas durante todo o dia. Populares aguardaram pacientemente para prestar suas últimas homenagens ao senador
Familiares e amigos deram declarações emocionadas. O deputado federal ACM Neto falou pela primeira vez sobre a morte de seu avô: "Ele morreu da forma que viveu: lutando", disse. "A grande recompensa é o carinho que o povo da Bahia demonstra", completou. Chorando muito, ACM Neto lamentou ter perdido um "amigo" e destacou que herdou do senador "a força para lutar".
O presidente do PSDB, senador Tasso Jereissati (CE), que permaneceu no velório o tempo todo e era bastante amigo de ACM disse: "Não creio que seu lugar seja preenchido. Ele era ele. Tinha uma personalidade totalmente diferente. Acabou". O senador José Sarney afirmou que "ACM era um homem que não conhecia a neutralidade, ia da ternura à explosão e tinha a incrível capacidade de transformar amigos em inimigos e inimigos em amigos".
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| Caixão chega ao Palácio da Aclamação |
Às 15h20 o cardeal arcebispo de Salvador Dom Geraldo Magela deu início à missa de corpo presente no Palácio da Aclamação, acompanhado do vigário-geral Monsenhor Gaspar Sadoc, amigo da família de ACM. Do lado de fora, populares cantavam músicas religiosas e clamavam pelo senador. A fala de Monsenhor Sadoc durante a missa destacou a participação popular: “Esse povo que aqui está, o povo que aí está rezando piedosamente pelo grande baiano fala pelo coração, pois a música é a voz do coração”.
Após a missa, o corpo do senador seguiu em um carro do Corpo de Bombeiros até o Cemitério do Campo Santo, onde oficiais da Marinha, do Exército, cadetes da Polícia Militar e baianas vestidas a caráter, além de familiares e amigos, aguardavam. Faixas de homenagem e agradecimento estavam espalhadas pelas ruas.
Ao chegar ao cemitério, o povo mais uma vez aplaudiu e cantou. A Academia de Polícia Militar despediu-se de Antonio Carlos Magalhães com três salvas de 21 tiros, e o caixão que continha o corpo do senador foi levado até a sepultura pelos cadetes da PM, por ACM Júnior e ACM Neto.
Após assistirem à sepultura ser benzida pelo monsenhor Raimundo dos Anjos e pelo padre Lázaro Muniz, os amigos e familiares que acompanhavam a cerimônia entoaram o Hino ao Senhor do Bonfim. Enquanto o caixão descia à sepultura, os presentes cantaram o Hino Nacional Brasileiro, e entre aplausos e lágrimas se despediram do senador baiano Antonio Carlos Magalhães.
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