20/07 - 12:21, atualizada às 19:52 20/07 - Rodrigo Ledo – Último Segundo/Santafé Idéias
Deputados que estavam reunidos para reunião da CPI da Crise Aérea lamentaram o falecimento do senador baiano Antônio Carlos Magalhães (DEM-BA). Integrante do mesmo partido, o deputado Vic Pires Franco (DEM-PA), avaliou que será um grande impacto para o partido. “A oxigenação do partido, que recentemente elegeu uma direção partidária com políticos jovens não significa o esquecimento dos mais antigos”, afirmou.
Pessoalmente, Franco se disse consternado porque tinha convivência pessoal e diária com senador. O deputado acrescentou que, em sua opinião, ACM era um apaixonado pelo Brasil e pela Bahia. “Quem perde não é só a Bahia, mas o Brasil, sobretudo aqueles que, na Bahia, mais precisavam”, declarou.
O primeiro vice-presidente do Senado Federal, Tião Viana (PT-AC), lembrou a combatividade de Antonio Carlos Magalhães, ao lamentar sua morte, hoje: “A perda do senador Antônio Carlos Magalhães é um momento de tristeza na vida pública do país. Tínhamos diferenças ideológicas, mas nos respeitávamos muito e construímos uma boa relação de amizade. Ele sempre travou o bom combate em corpo aberto, com posições marcantes e com horror à mediocridade na política. Sempre reuniu assessores com grande formação técnica e até com perfil de esquerda nos governos que comandou, sendo diferente de outros que se acompanham de assessores medíocres e fracos. O senador ACM tinha defeitos e virtudes, mas procurei valorizar nele as virtudes”.
O deputado Marco Maia (PT-RS) também expressou pesar pela morte do senador. “Apesar de ter sido um parlamentar muito polêmico, ACM trazia uma reflexão sobre os problemas do país”, disse. Maia também avalia que ACM fará falta ao Congresso e ao país.
O deputado Gustavo Fruet (PSDB-PR), embora tenha combatido ACM em diversas ocasiões, também lamentou o falecimento. “ACM gerava um sentimento de amor ou ódio, mas, na política, não gerou indiferença e isso é uma qualidade”, apontou. Em um balanço geral, Fruet avalia a atuação de ACM como audaciosa, como não se tem mais no Brasil. “Ele era polêmico, desbravador, e até atropelador”, concluiu.
"Um governador que marcou os grandes momentos políticos e econômicos da Bahia durante as últimas décadas" definiu o ex-governador da Bahia Paulo Souto (DEM), que classificou ACM como um político moderno. "Embora tivesse fama de cacique político, sabia se adaptar as transformações da sociedade e trazia para perto de si técnicos jovens, tendo como critério a competência", disse Souto.
Tido como herdeiro político natural do senador, disse que conversou normalmente com ACM durante 30 minutos na quarta feira, e ele se dizia muito chateado por estar preso no hospital. Quanto ao papel de sucessor, o ex-governador da Bahia preferiu o discurso coletivo: "Eu não vejo ninguém do nosso partido com este objetivo. Vamos procurar colaborar de forma coletiva para dar continuidade ao trabalho do senador, que sempre lutou pelo seu Estado"
(* Colaborou Marcos Gusmão, de Salvador)
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