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Tucanos lamentam perda de Redecker

18/07 - 11:44, atualizada às 11:53 18/07 - Rodrigo Ledo – Último Segundo/Santafé Idéias

BRASÍLIA - Os líderes do PSDB soltaram notas oficiais para expressar revolta e dor pela morte do deputado federal tucano Júlio Redecker (RS), líder da minoria na Câmara dos Deputados, no acidente com o avião da TAM em Congonhas. Júlio Redecker, gaúcho de Taquari, tinha 51 anos e estava em seu quarto mandato como deputado.

O presidente do PSDB da legenda, senador Tasso Jereissati (CE), disse que o Congresso perdeu uma “jovem liderança, um grande idealista que honrava o seu estado, o seu partido e o Congresso Nacional”, e que “deixa um legado de honradez e competência no exercício da sua vida pública" (confira o perfil de Júlio Redecker mais abaixo).

O líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), usou termos mais duros para lamentar a morte do colega, e acusou a omissão do presidente Lula no caos aéreo e seus aliados.

“Meu sentimento é de dor e frustração. Essa crise passa por incompetência gerencial, corrupção e insinceridade. Para mim basta! O Brasil está desesperado, também! O Deputado Júlio Redecker está nesse avião. Líder da minoria, corajoso, fraterno, amigo querido. A Nota oficial da Bancada do PSDB no Senado está formal. Esta aqui é minha pessoal, escrita entre lágrimas. Pise no chão da realidade, Presidente Lula. Exijo-lhe isso mais como brasileiro ferido, prostrado, do que como parlamentar”, disse Arthur Virgílio, em nota.

Perfil de Júlio Redecker

O deputado federal Júlio Redecker, 51 anos completados no último dia 12, era gaúcho de Taquari (RS) e exercia seu quarto mandato como deputado federal, ocupando o cargo de líder da Minoria na Câmara. Julio Redecker era casado com Salete e deixa três filhos: Lucas, Mariana, Victória.

Advogado e empresário do setor coureiro-calçadista, foi um dos deputados atuantes na luta travada contra o governo para instalar a CPI do Apagão Aéreo, criada somente após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), em março último.

Redecker iniciou a vida pública na política estudantil, filiado à Arena, e permaneceu nos partidos que a sucederam. Em 1982, com 26 anos, concorreu pela primeira vez a um cargo eletivo, para prefeito de Taquari mas não conseguiu se eleger. Em 94, depois de concorrer por outras vezes em seu Estado, Redecker tentou uma vaga de deputado federal. Obteve 40.788 votos e conquistou a primeira suplência, o suficiente para assumir uma cadeira no Congresso Nacional.

Na eleição seguinte, em 1998, foi o quinto deputado mais votado do Estado, com 102.596 votos. Na eleição de 2002, Júlio Redecker apareceu entre os mais votados, com 188.213 votos - o segundo mais votado do Rio Grande do Sul.

Em 2003, filiou-se ao PSDB após dar sustentação ao governo Fernando Henrique Cardoso durante seus oito anos de mandato. Foi presidente da Comissão Parlamentar Conjunta do Mercosul, além de vice-líder do partido em 2003 e no ano passado.

Nas eleições de 2006, Redecker teve mais de 157 mil votos. Foi o deputado federal mais votado da coligação "Rio Grande Afirmativo", que elegeu a também tucana Yeda Crusius a primeira governadora do estado.

Júlio Redecker se destacou como um dos parlamentares combativos nas CPIs do Mensalão e das Sanguessugas, da qual foi sub-relator no ano passado. Em fevereiro de 2007, acabou indicado para a liderança da Minoria na Câmara dos Deputados. Também neste ano passou a integrar o Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana, na condição de conselheiro titular.

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