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"Nasci de novo", diz testemunha de acidente em Congonhas

17/07 - 20:33, atualizada às 23:25 17/07 - Redação com agências

SÃO PAULO - O taxista Paulo Carol, de 43 anos, estava na Avenida Washington Luís quando o Airbus da TAM atravessou a via e atingiu o prédio da companhia aérea. Ele levava dois passageiros para o Aeroporto de Congonhas quando o avião passou bem em frente ao veículo.

Segundo ele, a aeronave estava inclinada, como se estivesse decolando, mas sem força para subir.

O avião também atingiu um poste de luz. De acordo com o taxista, o estrondo no momento da colisão foi tão alto que o fez bater a cabeça na direção do veículo. "Na hora pensei: morri. E lembrei da minha filha de 2 anos e 4 meses".

Paulo explicou que com a confusão, seu carro morreu, e que insistiu em tirá-lo da avenida pois ele é seu ganha-pão. Os passageiros do táxi, porém, o impediram e eles saíram correndo. "Nasci de novo", afirmou Paulo.

"Ouvi um estrondo e vi as labaredas"

A protética dentária Lúcia Netelier, que trabalha e mora próximo ao Aeroporto de Congonhas, disse ter ficado muito assustada com a explosão. "Ouvi um estrondo e vi as labaredas", conta ela.

Ela disse que se encontra a um quarteirão e meio do local do incêndio, mas que tem a sensação de que o fogo está mais próximo do que isso, e preocupa-se com a possibilidade de o fogo se expandir para outros prédios da região. Lúcia manifestou ainda preocupação com a existência de vítimas no acidente.

A empresária Gabriela Tarise mora ao lado do local da explosão e diz que de sua janela consegue enxergar "muita fumaça e algum fogo ainda". Segundo ela, "dá até um pouco de receio, porque o hangar fica ao lado de um posto de gasolina, deu para ouvir uma parede caindo há pouco".

Ela conta ainda que não é possível ver o avião e que não chegou a ouvir o estrondo do acidente e soube do acidente pela TV.

A relações públicas Kelly Cristina Yoshii, que mora a três quadras do local, conta que também não ouviu o barulho, mas sentiu "cheiro de querosene e plástico". De acordo com ela, logo depois do acidente as pessoas começaram a ligar para sua casa, quando ela tomou conhecimento do acidente. Conta que depois ela ouviu quando caiu uma parede do hangar.

Fumaça dentro de casa

O consultor financeiro Rubens Teixeira Alves, que mora no sexto andar de um edifício em Campo Belo, próximo ao aeroporto, disse que as janelas do apartamento tiveram de ser todas fechadas porque a fumaça alcança o prédio. Da casa dele, ouvem-se estrondos.

"A fumaça está entrando aqui em casa. Encostamos as janelas. Ainda bem que tem chuva hoje. Assim, a fumaça não se espalha muito", diz ele.

(Com informações da Agência Estado)





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