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Rodízio entra em vigor nesta quinta em São Paulo

12/07 - 05:51 - Redação com agências

SÃO PAULO - Com o resultado negativo da suspensão do rodízio municipal de veículos durante as férias de julho, a Prefeitura de São Paulo anunciou na última terça-feira o restabelecimento do sistema. Desta maneira, os carros com placas finais 7 e 8 não podem circular no centro expandido da capital paulista entre às 7h e 10h e às 17h e 20h desta quinta-feira, com aplicação de multas para os infratores.

Criado em outubro de 1997 como uma medida de emergência para desafogar o trânsito, ele é quase a única arma para conter os índices de congestionamento na cidade de São Paulo. “É uma notícia triste, mas infelizmente, hoje não podemos prescindir do rodízio”, afirmou o prefeito Gilberto Kassab (DEM).

Sem a restrição no mês de julho, período de férias escolares, a cidade viu aumentar os índices de lentidão em comparação com o mês passado. De acordo com o jornal “O Estado de S. Paulo”, o pico de lentidão da manhã desta quarta-feira, por exemplo, ocorreu às 9 horas e foi de 91 km, maior que os 70km da média das quartas-feiras de junho. Na tarde de ontem, a situação foi a mesma: pico de 145 km, às 19 horas, maior que o do mês passado, de 137 km. Foi no período sem o rodízio que ocorreu o maior congestionamento do ano. Na sexta-feira, véspera de feriado, a lentidão chegou a 201 km.

Em 1998, ano seguinte à adoção do rodízio, a média de congestionamentos era de 66 km pela manhã e 114 km à tarde. Na época, a frota de veículos da capital era de 4,7 milhões de veículos. Em nove anos, houve um acréscimo de quase 1 milhão: a frota hoje chega a 5,7 milhões de automóveis. “O rodízio é uma droga e estamos viciados”, afirma o consultor de trânsito Horácio Augusto Figueira. “Mas, se não tivesse sido instalado, a situação seria ainda pior.”

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