12/07 - 13:17, atualizada às 13:43 12/07 - Redação
RIO DE JANEIRO – O ex-governador Anthony Garotinho anunciou em seu blog que seus advogados ingressaram com duas ações contra o juiz Márcio André Mendes Costa, relator do processo que pede pela cassação deputado Geraldo Pudim (PMDB) e pela inelegibilidade do casal Garotinho e do ex-presidente do Departamento de Estradas de Rodagem, Henrique Alberto dos Santos Ribeiro. O julgamento, interrompido na segunda-feira, será retomado hoje às 17h.
O ex-governador entrou com uma representação no Conselho Nacional de Justiça contra o relator, acusado de se portar “como um advogado de acusação e não como um magistrado”. A outra ação foi ingressada no Tribunal Regional Eleitoral do Rio (TRE-RJ), alegando o impedimento de Mendes Costa, que, segundo Garotinho, “advoga para a prefeitura petista de Niterói, de onde recebe 2,6 milhões de reais por ano”.
Garotinho acusa ainda Mendes Costa de ter sido nomeado para o tribunal pelo presidente Lula e de ter como madrinha política a ministra da Casa Civil, Dilma Roussef. “Márcio André Mendes Costa não é juiz de carreira. É advogado e foi nomeado para o tribunal em decreto assinado de próprio punho pelo presidente Lula, após sua indicação pela OAB. Sua madrinha política é nada mais, nada menos que a ministra da Casa Civil, Dilma Roussef, braço-direito do presidente Lula”, afirma no blog.
Na segunda-feira 9, o TRE-RJ acatou, em primeira instância, um pedido do Ministério Público para tornar inelegíveis até 2010 Anthony e Rosinha Garotinho. O julgamento foi adiado, pois o desembargador Rudi Loewenkron não votou e pediu vistas do processo. Em seu blog na internet, o ex-governador classificou a decisão como "injustiça e perseguição".
Leia mais sobre: Garotinho
Leia também:
Publicidade
Sérgio Cabral reafirma que pode ser candidato à prefeitura do Rio