10/07 - 11:33 - Redação
Alguns dos ex-moradores das casas afetadas pelo acidente que abriu uma cratera nas obras da futura estação Pinheiros, do Metrô de São Paulo, participam de reuniões fechadas com a Defensoria Pública nesta terça-feira. Na última sexta-feira, doze das famílias afetadas pelo acidente receberam proposta de desapropriação dos imóveis.
A Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania, a Prefeitura de São Paulo, Metrô e a Defensoria Pública apresentaram acordo aos moradores da rua Gilberto Sabino, 170 (prédio), 182, 184 e 192 e da rua Capri, 204. As casas devem ser desapropriadas. A Prefeitura apresentou os laudos para a desapropriação dos imóveis. Durante a reunião, representantes do Consórcio garantiram que estão dispostos a analisar o quanto antes os pedidos de indenização por danos morais e matérias destes moradores.
Os moradores tiveram conhecimento na própria sexta-feira dos valores de desapropriação propostos pela Prefeitura.
Histórico
O acidente na Linha 4 do Metrô ocorreu no dia 12 de janeiro. Segundo o Metrô, dos moradores da região do entorno da Estação Pinheiros, 82,5% foram indenizados e retomaram sua rotina. Também foram celebrados acordos em todos os setes casos de vítimas fatais.
Ainda de acordo com o Metrô, das 212 pessoas instaladas em hotéis da região, apenas 38 permanecem nesta situação e aguardam a desinterdição dos imóveis ou fechamento de acordos para que possam retornar às suas casas.
Até o dia 6 de julho foram fechados 51 acordos de indenização com intermediação da Defensoria Pública - 32 com inquilinos, 18 com proprietários e um com familiares de vítima fatal. Ao todo, foram beneficiadas 128 pessoas (110 adultos e 18 crianças). A Defensoria Pública cuida agora de apenas 12 casos (incluindo alguns moradores das ruas Gilberto Sabino e Capri citados acima).
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