06/07 - 11:53 - Reuters

Por Natuza Nery BRASÍLIA (Reuters) - O impacto de notícias negativas, como as denúncias contra o irmão do presidente e a crise aérea, segurou em patamares estáveis a avaliação positiva do governo Luiz Inácio Lula da Silva, mostrou nesta sexta-feira pesquisa Ibope encomendada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).
De acordo com o levantamento, houve melhora na avaliação ótima ou boa de quase todas as áreas de governo, sobretudo em relação à economia brasileira e a atuação do Executivo na área social.
'De um lado há uma clara percepção negativa da população em relação ao noticiário e do outro há uma melhora na avaliação de desempenho do governo em relação a política setoriais', disse a jornalistas Marco Antonio Guarita, diretor da CNI.
A avaliação ótima ou boa passou para 50 por cento, segundo levantamento feito entre os dias 28 de junho e 1o de julho, ante 49 por cento em abril. E a avaliação ruim ou péssima se manteve em 16 por cento e a regular, em 33 por cento.
'Podemos aferir que a influência do noticiário é mais sensível e mais clara na queda de avaliação entre os que têm maior renda e maior escolaridade', disse a jornalistas Amauri Teixeira, responsável pela pesquisa.
A sondagem mostra que 39 por cento dos entrevistados consideram o noticiário mais desfavorável ante os 20 por cento registrados em abril. Caiu de 23 para 19 por cento a percepção de que o noticiário é mais favorável em relação ao governo.
As denúncias envolvendo Genival Inácio da Silva, irmão de Lula, receberam o maior percentual de menções na pesquisa (31 por cento), seguidas da crise aérea (14 por cento).
Ainda que o noticiário tenha inibido uma melhora na avaliação global do governo, ele foi incapaz de derrubar a mesma, já que houve melhora na avaliação das áreas específicas de atuação do Executivo federal.
Os programas sociais na área de saúde e educação receberam a melhor avaliação, subindo de 52 por cento em abril para 55 por cento em junho. Apenas o item impostos permaneceu estável e com saldo negativo muito elevado (65 por cento de desaprovação).
A avaliação positiva de Lula cai na faixa de maior escolaridade e renda, entre os mais jovens e as mulheres e também na região Sul do país. Mas ela cresce entre os homens, no Sudeste, no Norte e no Centro-Oeste e nas faixa de menor renda da população.
A margem de erro da sondagem é de 2 pontos percentuais.
O Ibope entrevistou 2.002 pessoas em 140 municípios do país.
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