06/07 - 15:26 - Laryssa Borges - Santafé Idéias
BRASÍLIA – Convencido que o ex-ministro de Minas e Energia Silas Rondeau foi condenado antecipadamente por denúncias de um suposto envolvimento em fraudes da construtora Gautama, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva já decidiu que quer o técnico de volta ao ministério. Rondeau pediu demissão do cargo no dia 22 de maio após uma funcionária da empreiteira ter aparecido em um vídeo entrando no ministério com um envelope que conteria R$ 100 mil para propina.
De acordo com ministros e assessores do presidente, o retorno do ex-ministro ao governo, já definido, é "politicamente bastante interessante", porque reforçaria uma tese da qual Lula tem se utilizado muito ultimamente: a de que não se pode execrar publicamente uma pessoa sem o término das investigações.
Fontes do PMDB, partido responsável pela indicação de Rondeau à Esplanada dos Ministérios, avaliam que a nomeação do ministro poderia ser confirmada já na próxima semana. Reservadamente, técnicos do Planalto sustentam, no entanto, que o partido está fazendo pressão para destravar o nó de nomeações para o segundo escalão. Assessores de Lula ponderam ainda que o presidente espera uma espécie de "senha" ou "sinal" do Ministério Público, indicando que as acusações contra o integrante da equipe de governo não se sustentaram.
Pouco depois de o ministro ter deixado o cargo, o PMDB indicou o nome do a tual secretário de Planejamento e Desenvolvimento Energético do Ministério das Minas e Energia, Márcio Zimmermann, para o cargo. A demora na oficialização do técnico indicado pelos senadores José Sarney e Renan Calheiros seria justificada pela possibilidade de Rondeau voltar ao governo.
Por ora, não está descartado um encontro entre Lula e Rondeau para esta sexta-feira ou mesmo para o fim de semana com o objetivo de acertar detalhes da posse. O ministro de Relações Instituicionais, Walfrido dos Mares Guia, já se reuniu com Silas para tratar da possibilidade de volta.
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