06/07 - 11:23, atualizada às 11:52 06/07 - Rodrigo Ledo – Último Segundo/Santafé Idéias
BRASÍLIA - O corregedor do Senado, senador Romeu Tuma (DEM-SP), declarou esta sexta-feira que abrirá uma investigação contra Gim Argello (PTB), suplente do ex-senador Joaquim Roriz (PMDB-DF), que renunciou ao mandato esta quarta-feira, caso o petebista tome posse. Tuma disse que já pediu à Justiça materiais do inquéito da Operação Aquarela, da Polícia Civil do DF, que apurou um esquema de desvio de verbas do Banco de Brasília (BRB) nos quais Argello e Roriz são suspeitos.
O senador Romeu Tuma se encontrou na manhã desta sexta-feira com Roberval Casemiro Belinati, juiz da 1ª Vara Criminal do DF, para complementar mais dados da Operação Aquarela sobre Joaquim Roriz mas também solicitar materiais que indiquem o envolvimento de Gim Argello no esquema. O corregedor disse ter sido informado pelo juiz que o inquérito será remetido ao Supremo Truibunal Federal (STF) para apuração da participação de Agello, em virtude do "comprometimento" do petebista nas fraudes.
"Eu ouvi ele (Belinati) dizendo que o Gim Argello tem comprometimento, e que após a posse vai mandar toda a documentação ao Supremo (Tribunal Federal) e que se o Senado resolver investigar ele coloca à disposição", observou Romeu Tuma.
Tuma disse discordar da tese de que a Corregedoria do Senado não pode investigar Argello porque seus supostos crimes teriam sido cometidos antes de assumir o mandato. "Se o sujeito consegue burlar (a ética), o Congresso tem obrigação de evitar que esta Casa não vire um abrigo permanente de alguns marginais, sem querer ofender, mas que tem praticado a traição na população que nele confiou", afirmou o corregedor, acrescentando que "não se pode fugir a uma investigação. Até para a tranqüilidade dele (Gim Argello) seria um dever".
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