02/07 - 08:29 - Redação
SÃO PAULO – A duas semanas do recesso parlamentar, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e seus aliados vão concentrar esforços em duas chicanas jurídicas para evitar investigações na Casa e anular a representação do PSol que deu origem ao processo por quebra de decoro parlamentar no Conselho de Ética. As informações são do jornal “O Estado de S.Paulo”.
Uma delas é mostrar, com o auxílio de um parecer jurídico, que não existe processo por decoro, mas sim suspeita de que Renan tenha cometido irregularidades financeiras e tributárias, o que autorizaria o Senado a remeter o assunto ao Supremo Tribunal Federal (STF), que tem competência para mandar investigar parlamentares.
A outra manobra seria insistir para que o Senado reconheça a interpretação jurídica de que a representação do partido da senadora Heloísa Helena não deveria ter sido enviada ao Conselho de Ética por uma decisão isolada do próprio presidente do Senado. A decisão de tomar ou não essa iniciativa caberia à Mesa Diretora do Senado após uma análise do caso. Foi Renan, porém, quem dispensou essa análise da Mesa para mostrar que não temia a abertura de processo e nada tinha a esconder.
Renan Calheiros é alvo de investigação no Conselho por suspeita de que teve despesas pessoais pagas pelo lobista Cláudio Gontijo, da empreiteira Mendes Júnior. Uma dessas despesas seria a pensão para a jornalista Mônica Veloso, com a qual o senador teve uma filha.
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