28/06 - 12:05, atualizada às 16:11 28/06 - Rodrigo Ledo – Último Segundo/Santafé Idéias
O PSol protocolou, na manhã desta quinta-feira, uma representação solicitando investigações sobre as denúncias de envolvimento do senador Joaquim Roriz (PMDB-DF) em irregularidades apontadas nas investigações da chamada Operação Aquarela, da Polícia Civil do Distrito Federal.
Na representação eles pedem, além da instauração do processo disciplinar contra o senador (que pode até resultar em cassação de seu mandato), o depoimento pessoal de Joaquim Roriz no Conselho de Ética, o depoimento de outros acusados pela Operação Aquarela, como o empresário Nenê Constantino de Oliveira, dono da companhia aérea Gol - cujo escritório teria sido local de partilha de R$ 2,2 milhões desviados do Banco Regional de Brasília (BRB) - e também do ex-presidente do BRB Tarcísio Franklim de Moura, entre outras pessoas.
A representação pede também a cópia do relatório da operação além da divulgação de documentos e informações pessoais de Roriz, como dados bancários.
"São denúncias gravíssimas que indicam graves indícios de quebra de decoro parlamentar", afirmou a ex-senadora Heloísa Helena, presidente do PSol, dizendo que seu partido não permitirá que um novo processo, desta vez relativo a Roriz, ofusque o processo disciplinar contra o presidente do Senado, Renan Calheiros. "Não vai acontecer, porque a sociedade jamais aceitará que um ou outro acabe se encostando no processo do outro para atrapalhar sua própria investigação", completou.
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