20/06 - 11:36, atualizada às 18:26 20/06 - Rodrigo Ledo – Último Segundo/Santafé Idéias
BRASÍLIA - O Conselho de Ética do Senado começou, por volta das 17h15 desta quarta-feira, a reunião que discutirá o futuro do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), na Casa. O senador Eduardo Suplicy (PT-SP) pediu que a votação do relatório não fosse feita hoje e que o presidente do Senado comparecesse ao Conselho espontaneamente. O mesmo pedido foi feito pelo senador Arthur Virgílio (PSDB-AM).
Inicialmente, o presidente do conselho, Sibá Machado (PT-AC), havia marcado o encontro para as 13h30. "As bancadas me pediram e o Plenário do Conselho estava visivelmente esvaziado. Então concedi o adiamento da reunião até as 17h". Sibá alegou que houve um atraso na entrega do relatório do senador Wellington Salgado (PMDB-MG).
Antes do início da reunião o PSDB havia decidido não votar o relatório hoje. Já o partido Democratas deve pedir o adiamento da votação, já que para eles, votar sim ou não significa absolver ou condenar Renan sem investigação mais profunda. "O Conselho deve insistir para que sejam feitas novas diligências e perícias para apresentar conclusões de forma cabal", afirmou o senador Demóstenes Torres (DEM-GO).
O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), voltou a dizer nesta quarta-feira que não renuncia ao cargo e fez um desafio: "Se alguém tiver uma prova nova contra mim, que apresenta a prova". Ele minimizou o fato de a perícia da Polícia Federal ter ressaltado a falta de contraprovas para atestar a veracidade de transações de gado que justificariam a renda do senador.
Segundo o presidente do Senado, "só quem não conhece" sua biografia pode apresentar uma proposta dessa. "Eu sou um homem de luta. Essa palavra, renúncia, não existe para o presidente do Senado. Não existe no meu dicionário. Eu me elegi com a quase unanimidade dos senadores", alegou.
Para Renan Calheiros, foram resolvidas todas as dúvidas levantadas sobre os documentos apresentados como comprovação de renda - para o pagamento da pensão da jornalista Mônica Veloso, com que teve uma filha em caso extraconjugal.
Especificamente sobre a dúvida da existência de vendas de gado que supostamente sustentariam sua renda, o presidente do Senado minimizou o fato de a Polícia Federal ter ressaltado, na perícia dos recibos, a falta de contraprovas (ou seja, documentos em posse dos compradores do gado apontados por Renan Calheiros).
"O problema não é meu, é de quem comprou o gado. Eu paguei imposto sob a maior alíquota (de imposto)", afirmou. E negou a possibilidade de renúncia.
"Aqueles que estão pensando que eu vou deixar a presidência do Senado sem ter um fundamento, sem ter uma agressão, uma denúncia que não seja comprovada por documentos, está redondamente enganado", declarou Renan Calheiros.
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