14/06 - 23:02 - Agência Estado

Em meio à denúncia de envolvimento de dezenas de policiais civis da cidade de São Paulo com a máfia dos caça-níqueis, a Polícia Civil fez hoje a segunda megaoperação do ano no Estado. O arrastão promovido por 18,2 mil policiais cumpriu 1.
223 mandados de busca e apreensão, deteve 2.532 pessoas, das quais quase 1.500 permaneceram presas - o suficiente para lotar dois presídios. Eram seqüestradores, assaltantes de banco, golpistas, ladrões de carga e até policiais. Os investigadores fecharam ainda o que consideram o último bingo em funcionamento na capital.
O delegado-geral, Mário Jordão Toledo Leme, passou hoje o dia respondendo a perguntas sobre a operação e negando a relação entre ela e as denúncias. Começamos o planejamento da Operação Strike no dia 25 de abril. Não se pede mais de mil mandados de prisão da noite para o dia, disse. De olho na melhora da imagem da polícia, afirmou que a operação não prejudicou o funcionamento normal dos distritos.
Ao lado do secretário de Estado da Segurança Pública, Ronaldo Bretas Marzagão, ele comemorou a prisão de uma quadrilha de detetives particulares responsável pela quebra de sigilos telefônicos e bancários de dezenas de pessoas no Estado. Entre as vítimas estão políticos e até um dos integrantes da cúpula da Polícia Civil. Jordão festejou ainda a prisão de um bando de ladrões de combustível que agia na região de Bauru, no interior de São Paulo, e dos bandidos responsáveis pelo roubo à agência do Itaú no qual a estudante Priscila Aprígio, de 14 anos, ficou paraplégica.
Publicidade