11/06 - 17:51, atualizada às 10:46 12/06 - Rodrigo Ledo – Último Segundo/Santafé Idéias
O deputado federal Paulo Rubem (PT-PE) participa neste momento de um chat promovido pelo Portal iG com internautas e jornalistas convidados para discutir o trabalho da Frente Parlamentar de Combate à Corrupção. O chat não se restringirá às irregularidades cometidas por deputados. Segundo Rubem, a frente quer somar esforços entre pessoas e organizações de todo o País para frear crimes que sugam dinheiro de áreas como saúde, educação e segurança.
A Frente de Combate à Corrupção existe desde 2004 e tem um enorme desafio, de acordo com o deputado Paulo Rubem, coordenador da frente: promover a discussão dos mecanismos de controle na política e no Estado passando por cima dos interesses partidários ou pela motivação meramente publicitária de parlamentares que querem se promover na mídia abordando o tema.
Para fugir do rótulo de frente parlamentar "midiática", Paulo Rubem e outros integrantes ativos do órgão começaram a estruturar uma agenda de eventos em vários locais do País para discutir meios eficientes de controle do dinheiro público. Isso inclui universidades, ONGs e as Assembléias Legislativas estaduais. "Tem muita gente boa trabalhando o tema, mas de maneira dispersa, e aí o trabalho se enfraquece. Assim, fica difícil enfrentar a estrutura do Poder Executivo", argumenta Rubem.
Pelo raciocínio do deputado, o Poder Legislativo deve realmente ser passado a limpo, mas pouco se fala nas pressões de corruptores junto ao Poder Executivo, nas três instâncias (governos federal, estaduais e prefeituras). Ele lembra que é o Executivo quem primeiro elabora a proposta de Orçamento, antes de o texto ser aprovado no Legislativo. Além disso, o Executivo, depois de aprovado o Orçamento, pode mudá-lo de várias maneiras, tirando verbas de ações sociais, por exemplo, e colocando em obras que podem estar inseridas em "esquemas" de beneficiamento de financiadores de campanhas eleitorais.
Perfil
Quando fala da necessidade de superar interesses partidários na Frente Parlamentar de Combate à Corrupção, Paulo Rubem tem conhecimento de causa: ele desagradou a muitos colegas de sua própria bancada (a do PT) porque sempre foi a favor de investigações profundas em casos espinhosos para o governo federal e parlamentares petistas, como a crise do mensalão. Em outra oportunidade, ainda no início do governo Lula, foi punido pelo comando do PT por reivindicar, juntamente com outros deputados petistas, mais abertura do Executivo às propostas partidárias, como mudanças na política econômica.
Paulo Rubem, professor universitário de 51 anos, está em seu segundo mandato como deputado federal, e antes desses mandatos foi, por duas vezes, deputado estadual em Pernambuco - além de duas vezes vereador em Recife.
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Diretor do Procon Guarulhos participa de chat com os internautas do iG