06/06 - 12:28, atualizada às 12:31 06/06 - Rodrigo Ledo – Último Segundo/Santafé Idéias
O desaparecimento de uma jovem de 14 anos num dos bairros mais nobres de Brasília agita há quase um mês a mídia brasiliense e até noticiários nacionais. O caso de Isabela Tainara Faria, moradora do Setor Sudoeste, virou um inquérito envolvendo 43 policiais e despertou a solidariedade dos brasilienses pelo mistério sobre as circunstâncias do sumiço da adolescente, que aparentemente não tinha problemas familiares nem psicológicos.
O acompanhamento da mídia e sites na internet, incluindo o Orkut (comunidade virtual de relacionamento), mobilizaram os brasilienses sobre o desaparecimento de Isabela Tainara, que no dia 14 de maio seguiu sua rotina ao comparecer a dois cursos perto de casa mas depois não voltou para casa.
O caso ganha quase diariamente matérias jornalísticas nos meios de comunicação do DF, e também virou reportagem do programa "Fantástico", da "Rede Globo", no último domingo, e de outras emissoras de TV em cadeia nacional. A polícia admite dificuldades no inquérito devido à falta de informações.
Nos últimos dias, houve um avanço pelos depoimentos de duas amigas da jovem que a viram entrando num carro depois de conversarem com ela em frente ao curso de inglês que freqüentavam. Segundo os policiais, a última ligação do celular de Isabela, em telefonema dado pela mãe, Edite Faria, foi feita mais ou menos nesse horário, quando realmente a impressão era de que a adolescente estava num carro em movimento, pelos ruídos ao fundo. Edite também percebeu uma voz masculina.
A polícia fez ainda uma varredura no aeroporto e rodoviária interestadual da capital e não encontrou vestígios da passagem de Isabela por esses terminais.
“Ainda não temos nenhuma hipótese descartada (seqüestro, fuga, etc). A gente não tem uma linha somente de investigação”, afirmou a mãe de Isabela, que é funcionária pública e tirou férias para ajudar a polícia. A família criou um site na internet parta ajudar a divulgar o caso () e espalhou cartazes por todo o Distrito federal e até cidades vizinhas. “A comunidade tem ajudado. Isso ajuda a confortar. Mas também existe a parte negativa, que é menor, que são boatos e informações falsas”, lamentou Edite Faria.
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Desaparecimento de jovem muda rotina de famílias em Brasília