28/05 - 13:18, atualizada às 15:56 28/05 - Marcelo Abdenur, do Último Segundo
RIO DE JANEIRO - A 17ª morte nos confrontos do Complexo do Alemão, na Penha, zona norte do Rio de Janeiro, foi confirmada nesta segunda-feira. Segundo a Secretaria Estadual de Saúde do Rio, a vítima é Yuri Andrade de Rosa, de 13 anos, que foi atingido na cabeça por uma bala perdida no sábado, na Favela Caixa D´Água, ao lado da Vila Cruzeiro, no Complexo.
O adolescente foi levado ao Hospital Getúlio Vargas, na Penha, onde foi operado, mas não resistiu aos ferimentos e faleceu na noite deste domingo.
Com a morte de Yuri, o número de mortos desde o ínicio dos confrontos no Complexo do Alemão - no dia 2 de maio - sobe para 17. Mais de 50 pessoas foram feridas nos 28 dias de ocupação.
No último dia 23 de maio, a moradora Lindalva de Almeida, de 50 anos, foi baleada na cabeça. Ela foi operada e segue internada no Hospital Getúlio Vargas, na Penha, segundo a Secretaria de Saúde.
Dois policiais do 16º Batalhão também foram feridos quando a viatura em que estavam bateu na Estrada do Irararé, no Complexo. Os policiais, feridos nos braços e na cabeça, passam bem, segundo o Batalhão. O motorista da viatura teria perdido o controle do carro durante um tiroteio com traficantes do morro.
A PM está realizando mais uma operação no Complexo para retirar barreiras instaladas por traficantes nas ruas da região com o objetivo de dificultar ou impedir o acesso dos policiais. A ação, que ocorre em vários acessos do conjunto de favelas, já resultou na retirada, por policiais do 16º Batalhão, de um Ford Ka que fora virado de rodas para cima e "pregado" no chão com uma viga de concreto, em uma via na Favela da Grota.
Visita do Ministério Público
Atendendo a um apelo feito pela Federação das Associações de Favelas do Estado do Rio de Janeiro, o subprocurador-geral de Justiça de Direitos Humanos, Leonardo Chaves, visitou a Vila Cruzeiro, no Complexo do Alemão, zona norte do Rio, no último dia 23.
Segundo o Ministério Público, Chaves discutiu os problemas que a comunidade enfrenta desde o início dos confrontos entre traficantes e policiais e se comprometeu a apurar denúncias de excessos cometidos pela polícia no local.
Na semana passada, cerca de 300 policiais retornaram ao Complexo do Alemão para retirar uma barreira de concreto reerguida pelos traficantes.
(Com Agência Estado)
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