iG - Internet Group

iBest

brTurbo

 

publicidade

 

iG BUSCA

enhanced by


Home > Notícia
  • Tamanho do texto
  • A
  • A

Fé move multidão em missa de canonização do Frei Galvão

11/05 - 15:15 - Débora Nogueira, repórter Último Segundo

Dona Luzia Mercedes fala alto. Atende o celular e brinca com todos que estão em volta: “Amiga, você tem algum milagre para contar? Estou com uma repórter aqui do lado!” É tão simpática com os que estão à sua volta que parece conhecê-los há tempos. “Ela é sua irmã?” Não, responde ela. “Conheci hoje”.

Débora Nogueira
Luzia distribui sorrisos em SP
É com essa felicidade que Dona Luzia encara a deficiência visual que a acompanha desde o nascimento. Ela é devota de Frei Galvão desde que tomou as famosas pílulas para se curar de um acidente que a deixaria também deficiente física. “Rezei porque não agüentaria duas dificuldades tão grandes”, afirma tirando por alguns momentos o sorriso do rosto. Hoje, continua a história, convive com cinco “pinos”, três “parafusos” e uma “placa” e anda tranqüilamente na casa onde vive, nos fundos da casa da irmã em Mauá.

“Frei Galvão não permitiu que eu sentisse dor,” completa ela que em resposta à graça alcançada trabalhou de voluntária na “Igreja do Frei Galvão”.  Da área de idosos e deficientes montada no Campo de Marte para a missa de canonização do agora Santo Antônio Sant’Anna Galvão, Dona Luzia conversa animadamente com todos.

Sobre o responsável pela felicidade na vida de Dona Luzia, a menina Maria Tereza de Oliveira Galvão, de 13 anos, já ouviu bastante.

Débora Nogueira
Maria Tereza tenta dar exemplo
Ela mora na casa em que o primeiro santo brasileiro cresceu em Guaratinguetá e tem parentesco de 8º grau com ele. “Minha família se sente responsável por levar a mensagem dele para frente, mas às vezes, na escola, sempre tenho que dar exemplo”, afirma a garota que está na 8ª série.

Joaquim Galvão, dizem, é a cara do tio. Quem conta é sua esposa, Adriana Galvão, que relembra com emoção o milagre que recebeu após tomar as pílulas de Frei Galvão. Ela teve uma gravidez complicada após uma virose. Sua filha, que hoje tem 17 anos, poderia ter tido diversas seqüelas que tornariam sua vida muito difícil.

Débora Nogueira
Adriana lembra a graça alcançada
“O médico disse para eu rezar e fazer um exame. Se a complicação se confirmasse, ele me aconselhou a tirar o bebê, já que ele sofreria muito para o resto da vida”. Após ser aconselhada a tomar as pílulas do tio do marido, Adriana veio até o Mosteiro de São Bento, acreditou que elas a curariam e foi o que se confirmou. “O médico confirmou que foi um milagre. A fé salvou minha filha”, conta emocionada e mostrando com orgulho a garota que é a prova viva da crença da mãe.

De longe

Os olhos puxados de Rosa Fumiko, 58, enxergam longe. Ela se espreme junto ao seu filho Eric Toshio, 28, a mais de duzentos metros do palco onde o papa rezará a missa. A distância não a incomoda. O telão está logo ali.

Rosa guarda aquele lugar desde à 0h de sexta. A missa só começou por volta das 9h. “Quando cheguei já estava tudo tomado. Vi muita gente passando mal de frio e de fome. Prefiro ficar aqui que passar mal”, afirma ela muito feliz com seu lugar.

Eric também distribui sorrisos. Ele é católico há cinco anos e participa de grupo de jovens no bairro onde mora, Vila Nova Cachoeirinha. Eric viu o papa na última quinta no Estádio do Pacaembu. A mãe achou o papa “simpático” por ele ter aparecido na janela do mosteiro enquanto ela estava lá embaixo. “Gosto muito desse papa. Está sempre sorrindo. Já vi o João Paulo II quando ele veio ao Brasil, mas este é muito simpático”, completou Rosa.





US Multimídia


Publicidade


Enquete