10/05 - 12:42 - Repórter Brasil
Nos últimos anos, ocorreram importantes avanços no combate à discriminação de gênero e raça dentro do mercado de trabalho brasileiro, incluindo a criação de novas instituições preocupadas com o tema. No entanto, diferenças salariais e de jornada de trabalho continuam prejudicando significativamente alguns segmentos da sociedade, como as mulheres e os negros. Estas são algumas das constatações do relatório Igualdade no Trabalho: Enfrentando Desafios, divulgado nesta quinta-feira pela Organização Internacional do Trabalho (OIT). O documento analisa a discriminação de gênero, raça, idade, necessidades especiais, saúde e orientação sexual em mais de 170 países.
Um dos destaques do relatório é o surgimento de novas formas de preconceito no mundo profissional, que afetam, por exemplo, os portadores de HIV e pessoas que têm estilo de vida considerado pouco saudável, como fumantes. A necessidade de implementar políticas para lidar com essas questões é apontada pela Organização como um dos principais desafios para o futuro.
No Brasil, a OIT ressalta que o mercado de trabalho sofreu mudanças significativas na década de 1990, que levaram a uma perda do poder aquisitivo da população e a um aumento da precariedade nas relações trabalhistas. A partir da década de 2000, no entanto, teve início uma reversão dessas tendências, com a criação de novos postos e o aumento da formalização do emprego.
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