10/05 - 19:46 - Sarah Barros, Último Segundo/Santafé Idéias
Defendida como o grande diferencial da TV pública sobre a comercial, a interatividade na TV digital pode ficar para um segundo momento, após a implantação do novo modelo. “Os receptores têm limitações em seu programa que inviabiliza a interatividade”, explicou o presidente da Associação de Comunicação Educativa Roquette Pinto (ACERP), Tadao Takahashi.
A previsão também foi levantada pelo assessor especial da ministra-chefe da Casa Civil, André Barbosa, em exposição no I Fórum Nacional de TVs Públicas. “A interatividade plena será verdade no seu tempo. Antes, será preciso transformar a audiência passiva em um telespectador ativo”, afirmou.
Inicialmente, a TV digital deverá permitir a interatividade local, que corresponde à interface entre o usuário e o aparelho para a recepção do conteúdo. Já na interatividade plena, há precisão de também permitir que o telespectador mande mensagens sobre os programas, como em casos de enquetes. O nível máximo seria a interatividade contínua em que será possível a troca de informações de modo que o cidadão constrói a TV.
Enquanto não se alcança este patamar, Takahashi propõe que já se comece a pensar em soluções para as limitações tecnológicas existentes. O início da TV pública em meio digital deve ocorrer em dezembro deste ano, experimentalmente, na cidade de São Paulo.
Publicidade
Programa para receptores de TV digital para baixa renda não foi elaborado