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Público torce por emissoras legislativas de melhor qualidade

09/05 - 13:44 - Sarah Barros, Último Segundo/Santafé Idéias

BRASÍLIA - O presidente da Associação Brasileira de Televisões e Rádios Legislativos (Astral), Rodrigo Lucena, apresentou dados de pesquisa um feita pela Vox Populli, em Minas Gerais, ao 1º Fórum Nacional de TVs Públicas. Segundo o estudo, a TV Assembléia naquele Estado não tem rejeição do público, apesar das reclamações de ordem técnica. “Em sua conclusão, o instituto de pesquisa afirma que transparece uma torcida do telespectador para que haja melhor condição técnica nestes canais”, disse.

Também diante de dados de pesquisa realizada nos Estados Unidos sobre TV legislativa, Lucena defendeu que a produção deste tipo de conteúdo não é vontade do político, mas da sociedade. “Em relação ao canal legislativo norte-americano C-SPAN, 59% dos acadêmicos pesquisados concordam que a TV é boa para a instituição, enquanto 28% consideram ser um ponto negativo devido à maior exposição”, comparou.

O canal C-SPAN foi criado a partir da iniciativa de TVs a cabo, que expandiram a atuação do Parlamento para todas as esferas de governo. Segundo Lucena, as TVs a cabo cogitaram a possibilidade de substituir o canal por outro mais rentável. “Porém, eles perceberam que apesar de não ter grande audiência, os telespectadores do canal eram fiéis à grade”, relatou.

Entretanto, Lucena admite que, submetidas a vontades políticas, as emissoras legislativas brasileiras enfrentam instabilidade em sua programação. “Essas ingerências políticas sobre os canais provocam a interrupção das programações e o desperdício de dinheiro público”, afirmou.

Para o presidente da Astral, a criação da TV pública trará maior estabilidade para que os canais legislativos possam cumprir a função de serem janela para o Parlamento. Lucena propôs ao Fórum que a TV Pública conte com uma Rede Legislativa Nacional, que incorpore as três esferas de poder e levem em conta o modelo digital. “A TV legislativa não é uma questão política, mas um canal de fiscalização para aperfeiçoar o sistema de governo”, defendeu.

 





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