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STJ autoriza licença médica de ministro investigado pela PF

23/04 - 13:21, atualizada às 14:10 23/04 - Laryssa Borges - Último Segundo/ Santafé Idéias

O presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro Raphael de Barros Monteiro, autorizou nesta segunda-feira o afastamento do ministro Paulo Medina por 28 dias. Medina alegou motivos de saúde para se afastar do cargo após ter sido citado nas investigações da Operação Furacão da Polícia Federal. De acordo com o STJ, o ministro ainda não será investigado porque o pedido formal de apuração do caso não foi entregue.

 

O pedido do ministro foi feito na última sexta-feira (20). Segundo o STJ, dois médicos do próprio tribunal atestaram a necessidade de o ministro se submeter a tratamento médico, embora não tenham especificado qual o problema.

O Procurador Geral da República, Antonio Fernando de Souza, disse ter encontrado indícios da participação do magistrado no esquema de vendas de sentenças judiciais.

Medina é irmão do advogado Virgílio Medina, preso durante a Operação Furacão (Hurricane, em inglês), da Polícia Federal. A decisão de afastar o ministro do STJ de suas funções terá de ser ratificada pelo plenário da Corte. Ainda não há data para este julgamento.

O que é a Operação Furacão?

A Operação Furacão da Polícia Federal foi deflagrada no dia 13 de abril e resultou na prisão de 25 suspeitos acusados de participarem de uma extensa rede de corrupção que envolveria juízes, delegados e contraventores na exploração do jogo ilegal e lavagem de dinheiro. A PF investiga lavagem de dinheiro do jogo do bicho no Rio de Janeiro e a venda de sentenças em quatro Estados. 

Investigações

A investigação começou há um ano na 6ª Vara Federal do Rio e, em setembro de 2006, foi remetida ao Supremo Tribunal Federal (STF) em razão do surgimento, nos relatórios, do nome do ministro do Superior Tribunal de Justiça Paulo Medina. A partir de então, o inquérito passou a ser presidido pelo ministro do STJ Cézar Peluso.

Entre os presos estão dois desembargadores do Tribunal Regional Federal do Rio, um juiz do Tribunal Regional do Trabalho de Campinas, um procurador regional da República no Rio, dois delegados federais e o advogado Virgílio de Oliveira Medina, irmão do ministro Paulo Medina, assim como Aniz Abraão David, presidente de honra da Beija-Flor, campeã do carnaval carioca.

A PF investiga ainda a tentativa de corromper ministros do Supremo Tribunal Federal, deputados estaduais do Rio de Janeiro, deputados federais e ainda a manipulação dos resultados do carnaval carioca.





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