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Ministros defendem libertação de magistrados presos pela PF

23/04 - 16:07 - Laryssa Borges - Último Segundo/ Santafé Idéias

O ministro da Justiça, Tarso Genro, disse, nesta segunda-feira, considerar correta a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de mandar soltar os magistrados presos na Operação Hurricane (Furacão), da Polícia Federal. Posição semelhante foi defendida pelo ministro Marco Aurélio Mello, que integra a Corte do STF e preside o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

"Acato inteiramente a decisão da Justiça. A Justiça entendeu que não haveria prejuízo para o andamento do processo e fez a sua liberação (dos magistrados). Não há nenhum erro técnico nas decisões que foram tomadas até agora", comentou Tarso após visita à presidente do STF, Ellen Gracie, destacando que "tudo estava sendo feito dentro da legalidade".

Para Marco Aurélio Mello, a libertação de três magistrados e um procurador da República não deve ser encarada como corporativismo, já que, para ele, as decisões judiciais são analisadas sem destacar a importância do réu. "Não há corporativismo. A atuação judicante é uma atuação que se faz sem se levar em conta a capa do processo, os envolvidos. O que se considera é o conteúdo do processo", afirmou.

Prejuízo às investigações

Tanto Tarso Genro quanto Marco Aurélio afastaram a hipótese de a libertação dos investigados prejudicar a apuração do esquema de venda de sentenças.

"Não podemos presumir o excepcional, o extravagante, o absurdo, que é a interferência indevida, principalmente quando os holofotes estão direcionados a essas pessoas", disse Marco Aurélio.

"Não acho que prejudica a operação. Tudo estava sendo feito dentro da legalidade", declarou Genro.





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