20/04 - 08:59 - Agência Estado

O primeiro indício de que presos da Operação Hurricane (Furacão) teriam contas no exterior apareceu numa agenda azul achada no escritório do advogado Virgílio Medina - irmão do ministro do STJ, Paulo Medina, suspeito de favorecer a máfia do jogo. Na página do dia 22 de maio de 2006, uma anotação indicava a necessidade de checar contas do ex, expressão interpretada pelos investigadores da Polícia Federal como checar contas no exterior.
A PF trabalha com a hipótese de a máfia ter desviado até US$ 10 milhões para paraísos fiscais.Percebe-se pela análise superficial de documentos encontrados no escritório que Virgílio Medina mantém diversos contatos com pessoas de fora do País, relatam os policiais que fizeram a diligência. Eles encontraram documentos relativos ao caso da empresa de caça-níqueis Betec, favorecida por uma decisão do desembargador José Eduardo Carreira Alvim, preso na operação. Havia anotações manuscritas dos valores R$ 1,5 milhão, R$ 1 milhão e R$ 800 mil, com menções a porcentagens de 20% e 8%. No verso estão anotados valores menores, entre R$ 1 a R$ 9, e a relação de dez empresas.
Nunca ouvir falar da investigação de conta no exterior. É uma novidade completa, disse o advogado de Virgílio, Renato Tonini. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
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